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Loulé: Festival MED começa hoje e terá 57 atuações até domingo

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Aquele que foi classificado como o melhor festival de média dimensão da Península Ibérica volta a “invadir” a zona histórica de Loulé com músicas do mundo durante quatro dias. A entrada é paga nos três primeiros dias e de acesso livre no domingo

DOMINGOS VIEGAS

A 15.ª edição do Festival MED, dedicado às músicas do mundo (world music) e distinguido como melhor festival de média dimensão da Península Ibérica, arranca esta quinta-feira e decorre até domingo na zona histórica de Loulé com 78 horas de música, 57 bandas e mais de 250 músicos de 18 países.

Esta quinta-feira à noite, os três palcos principais recebem as atuações de Vurro (Espanha), 21h00, Gaiteiros de Lisboa (Portugal), 23h00, e Sam Alone & The Gravediggers (Portugal), 23h00, todos no Palco Castelo, Metá Metá (Brasil), 21h30, Los Milros (Perú), 23h30, e Orelha Negra (Portugal), 01h30, todos no Palco Cerca, bem como Miguel Araújo (Portugal), 22h30, Bonga (Angola), 00h30, e Sampladélicos (Portugal), 02h30, todos no Palco Matriz.

Amanhã, sexta-feira, o Palco Castelo só receberá artistas portugueses: Ricardo Martins (21h00), Bruno Pernadas (23h00) e Melech Mechaya (01h00). Para o Palco Cerca estão agendadas as atuações de Sara Tavares (Cabo Verde), 21h30, Morgane Ji (Ilha Reunião), 23h30, e Gato Preto (Gana/Moçambique/Portugal), 01h30. Por seu turno, no Palco Matriz atuarão La Pegatina (Espanha), 22h30, Asian Dub Foundation (Reino Unido), 00h30, e Selecta Alice (Portugal), 02h30.

Sábado será o último dia com entradas pagas, já que no domingo realiza-se o habitual Open Day (dia aberto) sem atuações nos palcos principais. Assim, no sábado, o Palco Castelo recebe Riding a Meteor (Portugal), 21h00, Hañba! (Polónia), 23h00, e Ifriquiyya Électric (Tunísia), 01h00. Ao Palco Cerca vão subir Teresa Salgueiro (Portugal), 21h30, 47 Soul (Palestina), 23h30, e Tribali (Malta), 01h30. Finalmente, o Palco Matriz será destinado aos espetáculos de Bitori feat Chando Graciosa (Cabo Verde), 22h30, Dub Inc (França), 00h30, e Irmãos Makossa (Portugal), 02h30.

A música noutros palcos

A par destas atuações de destaque, e que por isso terão direito aos principais palcos do MED, o festival é composto por outros espaços que receberão muita música ao longo de quatro dias. O Placo Bica continuará a estar destinado, principalmente, a artistas locais, o Palco Arco será dedicado ao conceito ‘one man show’ (com um único artista em palco em cada concerto), o Palco Jardim (no Jardim dos Amuados), com músicas e danças tradicionais de vários países, o Claustro do Convento, onde decorrerá o MED Fado, e a Igreja Matriz, que receberá o MED Classic (concertos de música clássica).

Destaque, ainda, para os denominados Palcos Improváveis, com espetáculos de folclore e cante alentejano um pouco por todo o recinto do festival, e para o “Off MED” (o festival fora de portas), que terá um concerto da banda The Folk Colective no sábado.

…artesanato, gastronomia e conferência

Mas o MED não é só música e este ano há duas novidades neste âmbito: sessões de declamação de poesia no emblemático Café Calcinha e de cinema no mercado municipal (as de cinema realizaram-se no início desta semana, mas integradas no prograna do festival). O recinto do festival voltará a receber bancas de gastronomia e de artesanato. As exposições de artistas plásticos também voltam a marcar presença.

Esta quinta-feira, às 19h30, a sala polivalente da Alcaidaria do Castelo recebe a conferência “Festivais como motor da ecologia e da sustentabilidade para uma nova sociedade”, com a presença de jornalistas da especialidade e moderada por Ricardo Bramão, presidente da Associação Portuguesa de Festivais de Música (Aporfest).

Ainda ao nível do ambiente, o Fundo Ambiental do Ministério do Ambiente, no âmbito do projeto “Sê-Lo Verde”, apoia financeiramente a introdução de boas práticas no vetor da Energia, nomeadamente a utilização de energia renovável num espaço de gastronomia do festival, bem como a colocação de disponibilizadores de água, com ligação direta à rede pública. Recorde-se que o MED já tinha sido reconhecido pela introdução do copo ecológico, em 2014.

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