DESPORTO

Louletano aponta aos lugares cimeiros no pós-García de Mateos na Volta

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O LouletanoLoulé Concelho começa uma nova era na 82.ª Volta a Portugal em bicicleta, com o seu diretor desportivo a mostrar-se confiante de que a equipa pode estar “nos lugares cimeiros”, no pós-Vicente García de Mateos.

Foram sete as épocas que o ciclista espanhol passou em Loulé, numa união feliz que resultou em dois terceiros lugares na prova rainha do calendário nacional – que até poderão ser segundos, quando a Federação Portuguesa de Ciclismo homologar a nova classificação, resultante da desclassificação por doping de Raúl Alarcón, vencedor das edições de 2017 e 2018 -, mas o ‘casamento’ chegou ao fim esta temporada, com os algarvios a serem forçados a abrir novos horizontes.

“Quando tínhamos o Vicente, lógico que éramos sempre candidatos à vitória na Volta a Portugal. De qualquer forma, tenho dois ou três corredores que podem estar nos lugares da frente. O ano passado foi um ano difícil, tivemos de renovar a equipa toda, mas penso que sim, que podemos estar nos lugares cimeiros da Volta e na discussão de algumas etapas, seguramente”, previu Jorge Piedade.

Em declarações à agência Lusa, o diretor desportivo do Louletano-Loulé Concelho mostrou não ter perdido ambição, até porque tem “ciclistas que estão a andar bem neste momento, como o Nicolás Paredes”, mas também o ‘azarado’ Tomás Contte, que “infelizmente sofreu uma queda esta semana e ainda está em recuperação”.

“Levou uma série de pontos na perna, mas é um corredor que pode fazer uma boa classificação. Este ano já ganhou o [Grande Prémio] Abimota e uma etapa, e esteve na discussão de algumas etapas. É um jovem que tem 22 anos e tem muito potencial. Pode ainda estar nos primeiros lugares da Volta e discutir uma etapa ou outra”, antecipou.

Jorge Piedade recordou que, no final do ano passado, a equipa ficou sem um patrocinador, o que obrigou a uma reformulação da estrutura e à perda de Vicente García de Mateos, agora ciclista da Antarte-Feirense.

“De qualquer forma, reunimos condições para ter uma equipa que possa estar muito bem na volta a Portugal. Tenho uma equipa bastante motivada e com objetivos grandes. Podemos ser uma das melhores equipas da Volta a Portugal”, assumiu.

Os maiores obstáculos a essa pretensão são os rivais habituais, nomeadamente a W52-FC Porto, que tem os três maiores candidatos a subir ao pódio de amarelo, no dia 15 de agosto, em Viseu: Amaro Antunes, Joni brandão e João Rodrigues.

“Pelo facto de terem a equipa mais forte, penso que vão ser eles os candidatos”, completou, apontando a Serra da Estrela (terceira etapa), a Senhora da Graça e o contrarrelógio, respetivamente penúltima e última tiradas, como os momentos decisivos da 82.ª edição, que arranca na quarta-feira em Lisboa, com um prólogo.

Para o diretor desportivo da equipa algarvia, “a Serra da Estrela é a montanha que temos em Portugal que faz mais diferenças a nível de classificação geral individual”, pelo que os candidatos ao pódio poderão ficar pré-definidos ao quarto dia.

“O mais difícil é muito relativo. Depende de como os corredores façam o andamento da corrida, isso sim vai definir a dificuldade da Volta a Portugal. É um traçado não propriamente duro, de facto tem seis chegadas em alto, mas os corredores é que vão ditar a dificuldade”, respondeu, ao ser questionado sobre se esta seria a edição mais dura da última década.

Apesar de o pelotão ter este ano, pela primeira vez desde 2011, uma formação do WorldTour, a Movistar, assim como equipas, em teoria, mais fortes do que em edições anteriores, Jorge Piedade acredita que nada vai mudar no desfecho da maior corrida do calendário nacional.

“A Volta a Portugal é das equipas portuguesas. As equipas estrangeiras muitas vezes vêm cá para cumprir calendário, nós não. Nós vamos com o objetivo de fazer o melhor e fazer bem”, concluiu.

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