MAI diz que PSP e GNR têm meios para garantir segurança no verão

Vários autarcas pediram para aumentar o dispositivo de segurança na região durante todo o ano e não apenas durante a época alta

O ministro da Administração Interna assegurou esta semana, em Faro, que PSP e GNR têm os “meios adequados” e estão prontos para garantir a segurança e a tranquilidade a residentes e veraneantes durante as férias do verão no Algarve.

José Luís Carneiro presidiu à sessão de apresentação do Programa Algarve Seguro 2022, que prevê um reforço dos dispositivos das forças e serviços de segurança do Ministério da Administração Interna, bem como dos agentes de Proteção Civil, durante os meses de verão.

Vários autarcas presentes pediram ao responsável governamental para aumentar o dispositivo de segurança na região durante todo o ano e não apenas durante a época alta, visto que a região tem cada vez mais turistas em todos os meses.

“A PSP [Polícia de Segurança Pública] e a GNR [Guarda Nacional Republicana] têm os meios adequados e estarão em prontidão para garantir a segurança e a tranquilidade de todos, residentes e veraneantes”, disse o ministro da Administração Interna, depois das exposições feitas por vários organismos que, na sua maioria, reforçam e reafetam efetivos e meios durante as próximas semanas para a região do Algarve e até ao final do verão.

“Com efeito, a PSP reforça o Comando Distrital de Faro com equipas do Corpo de Intervenção e reafeta recursos, em particular às ciclo-patrulhas, aos postos de atendimento turístico e ao projeto Algarve-Destino Seguro”, explicou José Luís Carneiro, acrescentando que a GNR também vai “reforçar o respetivo dispositivo”.

Segundo o governante, o reforço irá permitir “incrementar” o número de patrulhas (230 diárias, principalmente em patrulhas ‘ciclo’ e patrulhas de moto), o número de ações de controlo da velocidade (1.000 controlos diários) e o número de testes de álcool (250 diariamente).

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Quanto à fronteira aérea, José Luís Carneiro sublinhou que o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) adotou medidas para a redução dos tempos de espera dos turistas que chegam ao Aeroporto Internacional de Faro, indicando que o tempo médio está nos 40 minutos.

O ministro da Administração Interna também garantiu que a Proteção Civil, em articulação com a GNR, as Forças Armadas e as autarquias “estão preparadas” para contrariar o perigo causado pelos incêndios, através de um “dispositivo robusto” para responder nesta área.

José Luís Carneiro recordou que este será o primeiro verão depois de reduzidas as restrições devido à pandemia de covid-19 e que, “lamentavelmente”, há um conflito na Ucrânia, o que “provavelmente fará crescer o número de estrangeiros que se deslocará ao Algarve”.

José Luís Carneiro fez igualmente uma referência ao aumento da população do Algarve, que agora é de 460.000 residentes, a única região, para além da de Lisboa, que cresceu.

“Para este aumento de residentes terá contribuído, de forma inequívoca, o sentimento generalizado de segurança que se vive na região, que vem atraindo igualmente inúmeros cidadãos estrangeiros”, afirmou o ministro.

O presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve, o socialista António Miguel Pina, afirmou que o reforço de meios previsto no Programa Algarve Seguro 2022 “é semelhante ao dos anos passados, mas é curto”.

“É preciso que o Governo perceba que não só tem de fazer crescer este reforço [de meios durante o Verão], como o Algarve precisa desses meios durante o ano inteiro”, disse António Miguel Pina à margem da sessão, insistindo que “o Algarve não é só o verão”.

O presidente da Câmara de Faro, o social-democrata Guilherme Bacalhau, também defendeu a “necessidade de reforço na segurança não apenas nos meses de verão, mas todo o ano”, e lançou o desafio para que “no próximo ano se possa ter um Algarve Seguro para o ano todo”.

Confrontado com estas declarações, o ministro da Administração Interna afirmou que agora se está “a trabalhar para a época balnear” 2022, mas que também “neste momento” está em curso um processo de contratação de “mais 2.600 agentes da PSP e militares da GNR”.

“Naturalmente que esses agentes da PSP e guardas republicanos, mal estejam integrados nas respetivas forças, serão direcionados em função do diagnóstico das necessidades feitas por cada um dos comandos”, disse José Luís Carneiro, acrescentando que serão utilizados para reforçar a capacidade de resposta em matéria de segurança “durante todo o ano”.

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