Mais mortos e feridos com menos acidentes registados

O Algarve contabiliza 8.293 desastres rodoviários desde o início do ano, que provocaram 28 mortes e 151 feridos com gravidade (Foto: Facebook Comissão Utentes VIa do Infante)

O número de desastres rodoviários no Algarve desceu nos primeiros nove meses do ano. Porém, os dados oficiais indicam que foram registadas mais vítimas mortais e mais feridos graves. Entre 1 de janeiro e 30 de setembro, somaram-se mais 8.300 acidentes, 28 mortos e 151 feridos graves aos trágicos registos da sinistralidade rodoviária no Algarve. Ou seja, por enquanto, nem a requalificação de parte da EN125 está a conseguir travar esta tendência

O número de acidentes nas estradas algarvias diminuiu nos primeiros nove meses do ano, relativamente ao período homólogo, com um total de 8.293 desastres. No entanto, registaram-se mais vítimas mortais e mais feridos com gravidade em resultado desses acidentes.

De acordo com o último balanço da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), entre 1 de janeiro e 30 de setembro deste ano registaram-se menos 179 acidentes do que no mesmo período do ano passado.

Ainda assim, o distrito de Faro é o quarto que regista maior sinistralidade, sendo apenas ultrapassado por Lisboa (19.221 acidentes) e Porto (17.515).

Por outro lado, os dados da ANSR, que incluem informação da PSP e da GNR, apontam para 28 vítimas mortais nas estradas algarvias (23 em 2017 e 2016) e 151 feridos graves (148 em 2017 e 123 em 2016). E este número poderá crescer ainda mais nos próximos dias, porque as estatísticas deixam de fora os feridos que acabam por falecer no hospital. Os números oficiais apenas incluem as vítimas que morrem no local do acidente ou durante o transporte para o hospital.

Mas, para já, uma coisa é certa: estes números fazem de Faro um dos distritos com o valor mais elevado em relação às mortes nas estradas, superado apenas por Setúbal (57), Porto (38), Lisboa (36) e Leiria (32).

O cenário ainda é pior nos feridos graves, já que o distrito de Faro é o que apresenta o terceiro valor mais elevado nos primeiros nove meses do ano (151), apenas ultrapassado pela capital portuguesa (191) e Santarém (164)…

(NOTÍCIA COMPLETA NA ÚLTIMA EDIÇÃO DO JORNAL DO ALGARVE – NAS BANCAS A PARTIR DE 4 DE OUTUBRO)

Nuno Couto|Jornal do Algarve

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