Menina de cinco anos impedida de almoçar por atraso na mensalidade

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O caso de uma criança que ficou sem comer numa escola básica em Quarteira, porque a família tinha em atraso a mensalidade de 30 euros, está a chocar o país.

Na internet, até já há uma petição (com 1.800 assinaturas) a exigir o afastamento da diretora do agrupamento de escolas Dr.ª Laura Ayres, em Loulé. Os signatários da petição querem que a responsável seja despedida por justa causa por maus tratos a crianças.

Para os signatários do documento, proibir crianças de almoçar na escola por falta de pagamento da mensalidade de alimentação é “um ato de violência psicológica”.

Na petição pode ler-se ainda que qualquer outra solução, inclusive a de impedir as crianças de entrar na escola, teria sido melhor do que impedi-las de almoçar e obrigando-as a ficarem sentadas ao lado dos colegas enquanto comem. Um dos casos ocorreu na escola EB número 2 de Quarteira e foi denunciado pelo jornal Correio da Manhã.

Os pais ouvidos pelo jornal acusam a escola de ter agido de má-fé e de ter exercido violência psicológica sobre a criança. Mas a diretora do agrupamento de escolas de Loulé justifica a decisão dizendo que todos os encarregados de educação tinham sido informados das medidas que seriam aplicadas caso não regularizassem as dívidas até dia 9 de outubro.

O Correio da Manhã adianta na edição online que além do caso desta menina de cinco anos, mais alunos foram impedidos de almoçar nesse dia em outras escolas do agrupamento e pelo mesmo motivo.

O Ministério da Educação já pediu informações e garante que vai averiguar este caso.

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