ECONOMIA

Mercado interno dinamiza o setor em Portugal

Lisboa, 21 abr (Lusa) – O mercado de residentes dinamizou o turismo português nos últimos 5 anos, com 2009 a registar mais um milhão de hóspedes residentes em Portugal nos estabelecimentos hoteleiros do que em 2005, revelou o Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com o relatório ‘O mercado de residentes nos estabelecimentos hoteleiros’ do INE, só no ano passado, 36,3 por cento das dormidas registadas em Portugal tiveram origem em hóspedes residentes, mais 3,5 pontos percentuais do que em 2005.

De 2005 a 2009, o ano em que se nota que os portugueses passaram a preferir fazer férias dentro do país foi em 2008, “momento em que, num contexto económico recessivo, a importância relativa das viagens turísticas dos residentes ao estrangeiro se reduziu, por oposição ao aumento das viagens turísticas com destinos nacionais”, justificou.

Ao mesmo tempo, no mesmo ano, “as dormidas dos hóspedes não residentes nos estabelecimentos nacionais classificados registaram uma quebra”, reforçou o INE.

As regiões que registaram mais dormidas de portugueses foram o Algarve e o Norte, com 3.597 e 2.539, respetivamente, em 2009. Os Açores e a Madeira foram as regiões com menos dormidas geradas pelo mercado interno.

Os portugueses preferiram ficar maioritariamente alojados em hotéis. No ano passado, 59 por cento das dormidas aconteceram nestas unidades de alojamento. Já no acumulado dos últimos cinco anos, “registou-se uma tendência para o aumento de dormidas geradas em aldeamentos turísticos por oposição ao verificado em hotéis-apartamentos”, acrescenta o relatório.

Continuam a ser as férias de verão que fazem os portugueses viajar, com 38,6 por cento das dormidas deste mercado a acontecerem no terceiro trimestre de 2009.

Quanto à estada média, a tendência recente tem vindo a ser uma diminuição das noites passadas em unidades hoteleiras, independentemente da origem dos hóspedes.

“Em média, em 2005, os hóspedes passaram 3,1 dias nos estabelecimentos hoteleiros, tendo esse período baixado para os 2,8 dias em 2009”. Ainda assim, a quebra foi menor nos turistas portugueses do que nos estrangeiros, que passaram de uma estada de quatro dias em 2005 para 3,6 dias em 2009.

***Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

JA/Lusa

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