Merkel elogia medidas de austeridade em Espanha e Portugal

A chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou hoje estar “muito grata” por a Espanha, “tal como Portugal”, ter aprovado não só medidas de poupança “com grandes esforços políticos”, mas também alterações na legislação laboral.

As anteriores leis do trabalho em Espanha “conduziram à situação de que quem tinha emprego, mantinha-o, enquanto o desemprego juvenil subia para 40 por cento”, dissse a chefe do governo alemão, na tradicional conferência de imprensa de verão.

Sobre o problema das elevadas dívidas públicas na zona euro, Merkel congratulou-se com o reconhecimento, a nível nternacional, de que a opção pela consolidação orçamental na Europa é “inevitável”, como Berlim tem defendido.

“Havia, e ainda há, preocupações de que a Alemanha seguisse um rumo isolado, ou insistisse demasiado nas suas posições, mas sempre dissemos que o melhor europeu não é o que ajuda depressa, mas o que quer fazer avançar a Europa”, acrescentou

“Podíamos dizer que a culpa da crise orçamental na Grécia foi de dois malvados especuladores, mas a Grécia tinha fraquezas objetivas”, disse a chanceler, lembrando a intervenção da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI) para ajudar a consolidar as finanças de Atenas, em maio, através da criação de um fundo de 110 mil milhões de euros.

Merkel acrescentou que a Europa anunciou, há dez anos, que queria tornar-se o continente mais dinâmico do mundo, do ponto de vista económico, “mas não é preciso muita fantasia” para verificar que esta meta da chamada Agenda de Lisboa falhou. “Somos um continente envelhecido, em que há debates intermináveis sobre métodos de investigação, e onde, apesar da existência de um mercado interno, cada país pode decidir se aceita ou não determinados produtos”, lamentou a chefe do governo alemão.

Simultaneamente, Merkel mostrou-se convicta de que a Europa ultrapassará os problemas atuais e “ficará em boa situação”, mas para isso “terá de alterar a sua política de estabilidade e crescimento”. “É hoje incontestável que os défices estruturais têm de ser superados”, disse a chanceler.

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