Misericórdia de VRSA foi criada há 88 anos

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A Santa Casa da Misericórdia (SCM) de Vila Real de Santo António comemorou recentemente o seu 88.º aniversário, com uma cerimónia que decorreu no Centro Infantil “A Borboleta”, uma das várias valências daquela instituição e que celebrou 40 anos de existência no mesmo dia.

Durante o ato foram homenageados os funcionários da instituição que se reformaram e o médico Paleta Duarte, diretor clínico da Unidade de Cuidados Continuados gerida pela Misericórdia da cidade pombalina. Além daquelas duas valências, a SCM de Vila Real de Santo António, que possui instalações nas três freguesias do município, tem ainda as valências de lar e centro de dia para idosos, apoio domiciliário e centro de acolhimento temporário para crianças e jovens em risco.

A SCM da cidade pombalina tem o segundo maior orçamento do Algarve entre instituições do mesmo género, 4,3 milhões de euros por ano, só ultrapassado pelo da Misericórdia de Albufeira. É ainda o segundo maior empregador do concelho de Vila Real de Santo António, logo a seguir à câmara municipal, com 260 funcionários, o que faz com que 75 por cento do orçamento seja destinado ao pagamento de ordenados.

No seu discurso, o provedor da SCM, Camacho Aguiã, agradeceu aos funcionários “pelo esforço que fazem diariamente”, bem como aos familiares das crianças e dos idosos, pois ”sem os utentes, a Santa Casa não funcionaria”, afirmou.

Em relação ao funcionamento da instituição propriamente dito, aquele responsável fez questão de esclarecer que o dinheiro das apostas dos Jogos da Santa Casa “vai apenas para a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa” e que as outras Misericórdias “não beneficiam daquelas verbas”. No mesmo sentido, explicou que a SCM da cidade pombalina tem um subsídio da Segurança Social “mas apenas 12 meses por ano e há que pagar 14 ordenados a cada funcionário”.

“É uma casa muito difícil de gerir. Temos que ‘inventar’ formas de garantir o seu funcionamento, mas até agora temos conseguido”, acrescentou Camacho Aguiã, frisando que os membros da direção “não recebem qualquer remuneração” e que nunca “comeram um almoço ou um jantar pago com dinheiro da Santa Casa”. Refira-se que a instituição tem cerca de 500 sócios, mas nem todos pagam as suas quotas.

Domingos Viegas

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