Monchique receia novo “inferno de chamas”

AUTARQUIA E BOMBEIROS ESTÃO PREPARADOS PARA O PIOR NESTE  VERÃO QUENTE

Depois de cerca de 90 por cento do concelho ter ardido nos incêndios florestais de 2003 e 2004, a autarquia, os bombeiros e a população nunca mais tiveram um verão descansado. As preocupações atingem o pico neste verão de 2010, pois o inverno rigoroso levou à acumulação da vegetação e ao aumento do material combustível na serra, o que faz as autoridades temerem o pior. No entanto, os dispositivos de combate aos fogos estão montados e asseguram que estão a postos para reagir a qualquer situação

Nuno Couto | ncouto@jornaldoalgarve.pt

Nos próximos três meses, é quase certo que o concelho de Monchique vai estar diariamente sujeito ao risco máximo de incêndios.

A situação é tão grave que a própria governadora civil Isilda Gomes disse recentemente estar “extremamente preocupada” com a possibilidade de incêndios no verão, porque as condições meteorológicas verificadas no inverno aumentaram o material combustível que pode funcionar como um autêntico rastilho.

Por isso, há até quem diga que a serra de Monchique – que foi tragicamente devastada nos verões de 2003 e 2004 por vários incêndios, que chegaram mesmo a entrar em várias aldeias – é atualmente um verdadeiro “barril de pólvora”.
“Monchique sempre foi a zona mais complicada do Algarve em termos de fogos florestais. Este ano, com tanta chuva que caiu no inverno, a vegetação cresceu bastante e isso eleva o risco”, revela ao JA Magazine o comandante dos Bombeiros Voluntários de Monchique, Manuel João Carvalho.

O responsável, que comanda uma corporação com 75 efetivos, recorda que os incêndios são cíclicos e, por isso, “o facto de ultimamente não termos tido grandes fogos aumenta ainda mais o risco este ano”. Ainda assim, o comandante dos bombeiros realça que muita coisa mudou desde o “inferno” de 2003 e 2004, nomeadamente em termos de(…)

Texto publicado na íntegra in JA Magazine Nº 2779 de 1 de Julho
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