MotoGP: Miguel Oliveira recebido por centenas de fãs em Portimão

O piloto natural de Almada chegou à ‘fanzone’ da MotoGP instalada na zona ribeirinha, por volta das 17:20, “escoltado” por mais de uma centena de ‘motards’ de vários motoclubes, que o acompanharam na viagem entre a sua cidade Natal e Portimão.

À chegada, o piloto português disse aos jornalistas que “a viagem fantástica e a receção são um apoio incrível e motivadoras para a corrida de domingo”, penúltima prova do Mundial da prova rainha do motociclismo, que se realiza entre sexta-feira e domingo no Autódromo Internacional do Algarve (AIA).

“É um apoio fantástico, gratificante e motivador para fazer o melhor possível, que é ganhar a corrida, porque é sempre especial correr em Portugal”, apontou o piloto que venceu a etapa lusa em 2020.

Para Miguel Oliveira, a viagem de moto entre Almada e Portimão “foi especial”, já que foi a primeira efetuada após ter adquirido a carta de condução de motociclos.

“Foi espetacular contar com o apoio de tantas pessoas ao longo das cerca de três horas de viagem, é fantástico e motivador”, reforçou.

No palco montado na zona ribeirinha de Portimão, o piloto da MotoGP agradeceu o apoio e deixou a promessa de uma vitória na corrida, a segunda da época em Portimão e a primeira com público nas bancadas, após o levantamento das restrições devido à pandemia da covid-19.

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“O pensamento está na vitória porque com este apoio na chegada a Portimão e com as bancadas cheias de público, vamos mesmo ganhar”, assegurou.

Franco Martins, um dos ‘motards’ que acompanhou o piloto da KTM desde Almada, disse à Lusa que a viagem “foi para demonstrar o apoio dos portugueses ao Miguel, único piloto a correr em motociclismo ao mais alto nível”.

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“É uma forma de motivar e agradecer tudo aquilo que o Miguel tem feito numa modalidade que só está ao alcance dos melhores”, destacou.

O percurso da comitiva ‘motard’, entre Almada e Portimão, foi coordenado pela Unidade Nacional de Trânsito (UNT) da Guarda Nacional Republicana (GNR), que mobilizou 10 militares para a iniciativa.

“A viagem correu como era esperado, sem incidentes e dentro da maior normalidade”, disse à Lusa o tenente Miguel Araújo da GNR.

O piloto luso da KTM chega à penúltima ronda das 18 do mundial de MotoGP no 10.º lugar, com 92 pontos, e com o título mundial já atribuído ao piloto francês Fábio Quartararo, líder da classificação com 167 pontos.

O diretor-geral do Autódromo Internacional do Algarve, Paulo Pinheiro, disse à Lusa que “já foram vendidos cerca de 50 mil bilhetes” para o Grande Prémio do Algarve, prevendo que durante os três dias o circuito receba “um total aproximado de 115 mil pessoas”.

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Miguel Oliveira à procura do ‘bis’

Miguel Oliveira (KTM) procura no Grande Prémio do Algarve tornar-se num dos poucos pilotos que venceram uma prova da categoria rainha do Mundial de motociclismo de velocidade em Portugal por mais do que uma vez.

Em 16 corridas disputadas, houve 10 vencedores diferentes mas apenas dois repetiram, casos do italiano Valentino Rossi, em 2001, 2002, 2003, 2004 e 2007, e do espanhol Jorge Lorenzo, em 2008, 2009 e 2010.

Depois de ter vencido em 2020, na estreia do Autódromo Internacional do Algarve (AIA) como palco do campeonato, Miguel Oliveira pode tornar-se no terceiro piloto a conseguir mais do que uma vitória em solo nacional na categoria rainha.

A história do Grande Prémio de Portugal de motociclismo de velocidade começou em 1987 mas, nesse ano, a prova disputou-se no circuito madrileno de Jarama, em Espanha.

Também no ano seguinte esteve prevista uma segunda edição do Grande Prémio de Portugal em território espanhol, no circuito andaluz de Jerez de la Frontera, mas, à última da hora, o Governo português não autorizou o uso da denominação, pelo que a prova passou, oficialmente, a ser designada GP Expo’92, de Sevilha.

A partir de 2000, o Grande Prémio de Portugal regressou ao Mundial, já no circuito do Estoril, onde se manteve até 2012.

A pandemia do novo coronavírus fez a caravana regressar a Portugal, mas para o Algarve, que se tornou no 72.º circuito diferente a receber uma prova do Mundial, sendo o 29.º traçado a acolher a classe rainha do campeonato, que desde 2002 se denomina MotoGP.

A 16.ª edição do Grande Prémio de Portugal foi disputada pelo segundo ano consecutivo no AIA em abril último, com a terceira etapa do Mundial.

Mas, se em 18 de abril se disputou o Grande Prémio de Portugal, entre sexta-feira e domingo realiza-se, pela primeira vez, o Grande Prémio do Algarve, que marca a 17.ª visita do campeonato a terras lusas, um regresso anunciado em julho após o cancelamento da corrida prevista para a Austrália, devido à pandemia de covid-19.

Nas 16 anteriores passagens nacionais pela categoria rainha do motociclismo de velocidade, a Yamaha é a construtora mais bem sucedida, com oito triunfos, destacando-se da Honda, graças à vitória em abril do francês Fabio Quartararo, que chega a Portimão já como campeão do mundo.

O triunfo de Miguel Oliveira em 22 de novembro de 2020, na prova de encerramento da temporada passada, permitiu à KTM intrometer-se neste domínio nipónico.

Entre os pilotos, Rossi foi quem mais celebrou, com cinco triunfos (um em 500cc e quatro em MotoGP), seguido dos espanhóis Jorge Lorenzo (três em MotoGP), Toni Elias (uma em MotoGP e duas em 250cc) e Álvaro Bautista (duas em 250cc e uma em 125cc).

O australiano Casey Stoner venceu duas vezes em Portugal (uma em MotoGP e uma em 250cc), enquanto Miguel Oliveira (KTM) conta com um triunfo, em 2020, tal como Quartararo (Yamaha).

Em 2006, Elias alcançou a vitória com a margem mais curta de sempre, graças aos dois milésimos de segundo de vantagem sobre Rossi, o segundo classificado. Este registo igualou o triunfo do espanhol Alex Crivillé em Brno, na República Checa, em 1996, perante o australiano Mick Doohan.

O historial do Grande Prémio de Portugal foi inaugurado pelo norte-americano Eddie Lawson (1987), com uma Yamaha, que contou ainda com triunfos graças ao sul-africano Garry McCoy (2000), a Rossi (2004 e 2007), Lorenzo (2008, 2009 e 2010) e Quartararo (2021).

Pela Honda, venceram Rossi (2001, 2002 e 2003), o brasileiro Alex Barros (2005), Elias (2006), o espanhol Dani Pedrosa (2011) e Stoner (2012), enquanto Miguel Oliveira deu a única vitória à KTM em solo luso, no ano passado.

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