Mulheres socialistas preocupadas com realidade social algarvia

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O departamento das Mulheres Socialistas iniciou um ciclo de visitas às instituições de solidariedade do Algarve. O objetivo é perceber como a atual crise está a afetar as instituições e as famílias beneficiadas

“É com preocupação e tristeza que constatamos que a realidade social algarvia se deteriorou significativamente nestes últimos dois anos, levando a que mais famílias procurem o apoio das IPSS”, declarou Ana Passos, presidente do Departamento Federativo das Mulheres Socialistas do Algarve (DFMS), após uma visita realizada esta semana ao Instituto D. Francisco Gomes (Casa dos Rapazes), em Faro.

Sob o lema “Todos somos um”, as Mulheres Socialistas do Algarve iniciam, assim, um ciclo de visitas às associações e Instituições Privadas de Solidariedade Social (IPSS) da região. “Esta iniciativa tem como objetivo aferir como a atual crise económica está a afetar as instituições, bem como as famílias que delas usufruem”, realçam as responsáveis.

Como referimos, a primeira destas visitas foi ao Instituto D. Francisco Gomes – Casa dos Rapazes, uma instituição que emprega 100 funcionários distribuídos por diversas valências: lar de jovens, creche, jardim-de-infância e, mais recentemente, cantina social. “Esta última, criada para fornecer 60 refeições, já se encontra a fornecer 80 com pedidos para chegar às 100 refeições diárias”, denunciam as Mulheres Socialistas.

De acordo com António Barão, presidente da direção, para além da criação da cantina social, os efeitos da crise fazem-se sentir nos apoios do Instituto de Segurança Social – “que há quatro anos se mantêm fixos, não acompanhando o aumento do custo de vida” – nos “donativos que acabaram” e no apoio da Câmara Municipal de Faro – “que há três anos deixou de existir”.

O responsável realçou ainda o aumento de pedidos para aceitar mais crianças no lar e o aumento do número de famílias que deixam de conseguir pagar a totalidade das mensalidades, quer na creche, quer no jardim-de-infância.

“Parece muito injusto que instituições, como o Instituto D. Francisco Gomes, que desempenham um papel importante no combate à exclusão social na nossa sociedade, numa altura que mais necessitam do apoio das entidades oficiais, esse apoio não lhes seja concedido”, criticou Ana Passos, rematando que “as políticas sociais deste governo são desajustadas aos novos fenómenos sociais que estão a surgir na região”.

JA

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