CULTURA

Novo Banco cede a Museu de Olhão dois quadros de Thomas Buttersworth

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O Museu Municipal de Olhão vai dispor de dois quadros do pintor inglês Thomas Buttersworth, que vão ser cedidos pelo projeto Novo Banco Cultura, no âmbito de um protocolo a celebrar na quinta-feira, anunciou a entidade bancária.

O projeto Novo Banco Cultura passa assim a dispor de obras em dois museus do Algarve, depois de, em fevereiro de 2019, um acordo semelhante celebrado com o município de Faro ter levado a pintura flamenca “Torre de Babel” ao Museu Municipal da capital algarvia.

“O Novo Banco assina amanhã [quinta-feira], dia 10 de dezembro, às 09:00, mais um protocolo no âmbito do seu projeto Novo Banco Cultura, desta vez com o Município de Olhão, para a cedência para exposição permanente de duas obras do pintor inglês Thomas Buttersworth, que integrarão o Museu Municipal de Olhão – Edifício do Compromisso Marítimo”, anunciou o banco num comunicado.

A mesma fonte precisou que Thomas Butterworth (1768-1842), autor dos dois quadros a óleo que vão ser cedidos ao Museu Municipal de Olhão, foi “uma figura peculiar no panorama da pintura de marinhas” durante o “período conturbado das guerras napoleónicas”, no qual retratou “acontecimentos que presenciou na costa atlântica”, como batalhas.

Este “importante legado iconográfico” é visível nas duas obras que irão ser cedidas ao Museu de Olhão, uma delas um óleo sobre tela de 46 por 61 centímetros com o título “Hibernia. Entrada no Tejo”, que “representa um dos maiores navios de guerra” do “período das guerras napoleónicas, o famoso Hibernia, de 110 canhões, construído em Inglaterra durante 12 anos e lançado ao mar em 1804”, destacou o Novo Banco.

“A sua presença no Tejo teve destaque em 1807, ao participar no bloqueio do Tejo e também por escoltar a esquadra portuguesa que levava a família real e a corte para o Brasil. Pouco tempo depois, um grupo de Olhanenses embarcava no caíque ‘Bom sucesso’ e aventurava-se nos oceanos para avisar o rei de que o Algarve já não estava sob ocupação francesa”, acrescentou o Novo Banco.

O Novo Banco considerou que “este apontamento iconográfico da ida da família real para o Brasil é assim um contributo para o núcleo de pintura do Museu de Olhão, ligando-se à história da região”.

O outro quadro que vai ser cedido ao Museu de Olhão é também um óleo sobre tela, mas com uma dimensão de 61 por 110 centímetros, intitulado “Veleiro no Tejo”, e as duas obras representam um “importante contributo para o futuro núcleo de pintura integrado no novo projeto do Museu – ‘Compromisso marítimo’”, esclareceu ainda o Banco.

“Com este protocolo, dois museus da região do Algarve contam com obras da coleção do Novo Banco: em 2019, a pintura flamenga do século XVII, ‘Torre de Babel’”, passou a estar integrada na exposição permanente do Museu de Faro. “O Museu de Olhão recebe agora duas pinturas que constituem”.

Após a formalização do protocolo com a Câmara de Olhão, o Novo Banco Cultura passa a contribuir com obras da sua coleção de pintura para “31 museus de todas as regiões do país, incluído Açores e Madeira, num total de 70 obras expostas”.

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