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REPORTAGEM

O melhor cão do mundo é algarvio!

Claro que o epíteto é subjetivo, mas muita gente classifica o cão d’água algarvio como o melhor do mundo. Uma das melhores raças será certamente, uma das mais procuradas também, cá e lá fora. Uma investigação levada a cabo esta semana, no terreno, pelo JA, não deixa dúvidas: aquela raça algarvia tem caraterísticas únicas e, em vários fatores, pede meças a outras tipologias rácicas de canídeos. Adoram água, mas sobretudo amam pessoas. Serão porventura os canídeos mais empáticos do mundo. Uma empatia que começou nas pescas e sobrevive até aos nossos dias

A docilidade e afetividade para com os humanos é, consensualmente, um fator em que o cão d’água algarvio é campeão. “É um cão afável, muito amistoso, sobretudo com as crianças. Não tenho conhecimento de um cão d’água ter atacado uma criança. Nem se ter virado a um dono. Por outro lado, é um cão de companhia, anda sempre atrás do dono, é um cão muito leal. E é um cão divertido e alegre e amistoso com outras raças”, aponta Paulo Toste, 52 anos, da Estrela do Mar, uma das duas empresas que, oficialmente, se dedicam à criação de cães de água no Algarve.

Há quem espere dois anos pelo direito a um cachorinho

Para Silvino Macau, 55 anos, membro da 4.ª comissão para as provas de trabalho do cão d’água, do Clube Português de Canicultura (CPC), não há um tipo de pessoas que se disponha a adquirir um exemplar. Há vários tipos: “Conheço pessoas que não conheciam a raça e falei com elas e ficaram apaixonadas e adquiriram. Não há um grupo específico de pessoas”. Uma apetência transversal que se estende à distribuição geográfica: “Dantes era mais no Algarve que havia cães d’água, agora é mais em Lisboa e Vale do Tejo. Ultimamente Lisboa, Almada, Seixal têm muitos, Sintra também. Há 10 anos, 2/3 dos cães estava na zona de Lisboa”, afirma.

Para o criador Paulo Toste, 52 anos, a maioria dos que compram o animal têm gosto em ter o cão d’água: “Têm até alguma vaidade, dá algum status ter. E sobretudo gostam das características dele”.

Toste não se lembra já do último pescador que o procurou para uma venda na sua casa de Lagos, mesmo tendo sido entre pescadores que a raça se desenvolveu e proliferou. “A pessoa hoje gosta de ver um cão a fazer umas brincadeiras na água. A maior divulgação do cão d’água é feita pelo próprio cão”, enuncia.

João Prudêncio

(leia a notícia completa no Jornal do Algarve de 17 de junho de 2021)

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