ENTREVISTA

“O petróleo corporiza a falta de respeito para com a região”

José Amarelinho foi condenado por prevaricação no licenciamento de obras em Vale da Telha, na década de 90, mas não se dá por vencido e vai esgotar todos os recursos para travar a decisão do tribunal
 José Amarelinho acredita que ainda há forma de travar as concessões já assinadas entre o Estado e as companhias petrolíferas
José Amarelinho acredita que ainda há forma de travar as concessões já assinadas entre o Estado e as companhias petrolíferas

Há décadas que a população e os autarcas se queixam das restrições impostas pelo facto de Aljezur estar inserido num parque natural, considerando que algumas regras são exageradamente fundamentalistas em relação à realidade local. Mas foi na mesma área protegida que foram atribuídas concessões de pesquisa e produção de petróleo. Confuso?! “O que fica é que uns podem e outros não”, desabafa ao JA o presidente da Câmara de Aljezur, falando de uma “situação inexplicável” que envolve “coincidências insanáveis e factos estranhos”. Segundo José Amarelinho, o ex-ministro Moreira da Silva – que assinou o contrato para a prospeção e pesquisa de petróleo nas áreas de Aljezur e Tavira, entre o Estado e a Portfuel, do empresário Sousa Cintra, a 25 de setembro de 2015, dez dias antes das últimas eleições legislativas – “negociou e entregou de ‘bandeja’ a uma empresa do ramo, cuja idoneidade para o efeito está por provar, uma região, em segredo, nas ‘costas’ dos algarvios”…

(Entrevista na íntegra na última edição do JA – dia 5 de maio)

Nuno Couto | Jornal do Algarve

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