“O Presidente da República só diz palavras de circunstância”

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Perante a “situação de emergência” que se vive no país, “agravada” pela decisão do Tribunal Constitucional, que pela terceira vez consecutiva declara inconstitucionais normas do Orçamento do Estado, António José Seguro reclama uma ação de Cavaco Silva.

“O Presidente da República não pode ficar indiferente, nem refugiar-se em palavras de circunstância que podem ser ditas em qualquer altura”, frisou o líder do PS, esta manhã, em Santarém. Num momento de “afronta” ao Tribunal Constitucional, “é a altura de agir”.

O líder do PS volta a referir a carta enviada ao FMI e insiste que o Governo divulgue o seu conteúdo. “É inaceitável que em democracia existem documentos que vinculam o Estado português e sejam considerados secretos”. Seguro acredita que “há mais cortes contratados nas costas dos portugueses”.

Tendo em conta o “problema” no país, o PS está preparado para eleições antecipadas e sugere que Cavaco Silva convoque o Conselho de Estado e ouça todos os partidos.

Aproveitando a vista desta manhã à Feira Nacional de Agricultura, Seguro menciona a necessidade de um “novo desígnio” para Portugal, para que todos se voltem para o mesmo sentido: “o de criar riqueza e emprego”. E deixa o incentivo à compra de produtos nacionais, num contributo ao equilíbrio da balança alimentar e à preservação dos recursos e postos de trabalho.

“Sabem o que penso há três anos. A estratégia de empobrecimento não resolve os problemas do país. Continuaremos a apresentar propostas para colocar o país na prioridade do crescimento económico. Por isso, apresentamos um plano de reindustrialização do país, onde um dos eixos é a agricultura e o subsolo português”, acrescentou.

Interpelado sobre a crise interna no PS e se está arrependido da mensagem que ontem publicou no facebook , em que atribui a culpa à ambição de pessoal de António Costa pela descida acentuada nas preferências do eleitorado pelo partido, o secretário-geral socialista limitou-se a responder “não deixarei de dizer o que devo”. Mas quanto à posição de António Costa que é visto como o melhor líder para o PS e candidato a primeiro-ministro, nem uma palavra. Remete o assunto para 28 de setembro, data das eleições primárias.

RE

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