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Olhão: 400 pessoas na apresentação da candidatura de Luciano Jesus

Luciano de Jesus, no uso da palavra, acompanhado pelos candidatos aos restantes órgãos autárquicos
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Luciano de Jesus, no uso da palavra, acompanhado pelos candidatos aos restantes órgãos autárquicos

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A coligação “Sim, Juntos por Olhão” (PSD, CDS-PP, MPT e PPM), que tem Luciano de Jesus como cabeça de lista à Câmara, fez a apresentação pública da sua candidatura este domingo num restaurante da cidade de Olhão onde estiveram presentes cerca de 400 apoiantes.

O momento serviu ainda para a apresentação dos primeiros candidatos aos restantes órgãos autárquicos: Margarida Belchior (assembleia municipal), António Cerejo (freguesia de Quelfes), Bruno Alexandre (freguesia de Olhão), Herlander Barros (freguesia de Pechão) e Manuel Carlos (União de Freguesias de Moncarapacho e Fuseta). O mandatário de campanha é João Bonança.

Na primeira intervenção da noite, foi apresentado o mandatário de campanha, João Bonança. “É com todo o gosto que manifesto o meu total apoio ao cidadão olhanense Luciano Jesus”, declarou o ex-autarca, ilustre cidadão olhanense e amigo pessoal do candidato, felicitando Luciano Jesus por ter tomado a decisão de “não fugir às suas responsabilidades, optando por não desistir, para lutar com todas as suas forças, coragem e determinação para colocar a sua experiência ao serviço da sua terra”.

Relembrando que “o voto é secreto e não há nada a temer”, o mandatário de campanha sublinhou a importância de 43 anos depois do 25 de Abril, ter surgido “um movimento de cidadãos que engloba tantos independentes que colocam, acima de tudo, a sua vontade e disponibilidade ao serviço de Olhão”.

Aplaudido de pé, o mandatário cedeu o púlpito à candidata a presidente da Assembleia Municipal de Olhão, Margarida Belchior: “Nunca fui filiada em nenhum partido porque gosto de ser livre e estou aqui livremente porque quero”, salientou. “Aceitei este convite porque todos nós temos uma responsabilidade social muito grande e podemos contribuir para a melhoria das condições de vida das pessoas”, esclareceu Margarida Belchior, acrescentando ter reconhecido nesta coligação “homens que querem o melhor para Olhão independentemente dos partidos”.

Luciano de Jesus deixou para trás o conflito partidário que incentivou esta candidatura (abandonou o PS recentemente e ainda é presidente da junta de Olhão) e focou-se na “construção do futuro de Olhão”.

“A nossa preocupação são as pessoas”, garantiu Luciano Jesus, apontando como prioridades a redução da sazonalidade e instabilidade do emprego, aumentando, em simultâneo, o suporte às famílias, que “encontram cada vez mais dificuldades em coordenar trabalho e parentalidade”.

O SOS Famílias Verão foi uma das medidas anunciadas, um programa ocupacional para crianças e jovens no período de férias escolares, quando o trabalho sazonal mais ocupa os pais olhanenses.

O estímulo à criação de berçários, a criação de um Centro Sénior e do Projeto Porta Aberta (pequenos núcleos de contacto direto com a autarquia nos bairros sociais, que em Olhão constituem cerca de 800 fogos), são o centro da política social da coligação, a qual “terá reflexos ao nível da política económica, pois implicará a criação de emprego estável no concelho e a fixação da população jovem”.

Uma doca seca com estacionamento para embarcações em seco, como complemento ao porto de recreio, em paralelo com a aposta na tipicidade de Olhão e na manutenção do seu edificado como forma de atrair turismo de qualidade, sem retirar a cidade aos olhanenses, foi outra das medidas propostas muito aplaudida.

A aposta é “nos olhanenses” e em tornar o concelho “um local melhor para aqueles que nele vivem sem, contudo, prejudicar a necessidade de atrair o turismo ao longo de todo o ano com a diversificação da oferta cultural e desportiva, faça chuva ou faça sol”, foi outra ideia forte defendida por Luciano Jesus.

Afirmando a coligação como “mesmo diferente” e “centrada no indivíduo e nos olhanenses”, o candidato deixou a garantia de “manter o que de bom já existe”, nomeadamente os manuais escolares gratuitos e os mercados no local e nos moldes em que funcionam atualmente. Mas referiu que a alteração da Avenida 5 de Outubro será um desafio, uma vez que considera necessária “uma intervenção no sentido de a tornar uma marginal pedonal e ciclável, mantendo presente a necessária articulação com a questão do estacionamento e acessibilidades”.

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