ALGARVE

Olhão: Protocolo visa melhorar vendas e retomar visitas guiadas no mercado

A dinamização das vendas no mercado de Olhão e a retoma das visitas guiadas são objetivos do protocolo assinado hoje com a Associação de Guias-Intérpretes do Algarve, segundo o presidente da empresa municipal Mercados de Olhão, Eduardo Cruz.

O responsável destacou à agência Lusa a importância deste protocolo, que vem estabelecer regras de acesso para que grupos organizados de turistas possam aceder ao Mercado Municipal de Olhão, um edifício histórico na zona ribeirinha da cidade, onde estavam impedidos de entrar devido à pandemia de covid-19.

“A assinatura foi feita com a Associação de Guias-Intérpretes do Algarve (AGIGARVE), através da presidente Patrícia Marreiros, e o protocolo visa retomar aquilo que tínhamos suspenso devido à pandemia, permitindo a visitação de grupos de turistas organizados”, afirmou Eduardo da Cruz, referindo-se às restrições de acesso ao espaço impostas devido à pandemia.

O presidente da Mercados de Olhão explicou que o protocolo pretende criar condições para que as visitas “possam ser feitas de acordo com as regras da Direção-Geral da Saúde” e de “forma organizada, só com 10 de cada vez, com controlos de temperatura e todos os procedimentos que são feitos com os vendedores”, e em momentos definidos previamente “de segunda a sexta-feira”.

O acesso aos grupos organizados não é permitido aos sábados, “porque é o dia de maior procura do mercado” e as visitas guiadas “colidem com a presença de mais pessoas no local” e a necessidade de manter o distanciamento social por causa da pandemia, justificou.

Eduardo da Cruz explicou que, até ao início da pandemia, os guias com grupos organizados de turistas podiam aceder ao mercado sem restrições, mas após a pandemia, e depois de um incidente com um grupo barrado à entrada pela segurança, o seu acesso foi impedido. 

“Começou-se então a trabalhar neste protocolo”, que permite igualmente ajudar os vendedores a ultrapassar esta fase de maior crise, acrescentou.

O responsável lembrou que “houve uma diminuição de procura, sobretudo no que se refere aos vendedores ligados a produtos regionais e alimentares, como os figos as alfarrobas, os doces e por aí fora, que viram diminuída a sua atividade” desde o início da pandemia, e o protocolo hoje assinado é “também uma forma de os ajudar” a melhorar as vendas.

“Este protocolo vai mais além e iremos realizar também workshops para eles [guias-intérpretes], para transmitir conhecimentos sobre temas como a história de Olhão, a história do edifício do mercado, que está sustentado em estacas, ou a história dos produtos locais e do pescado, dando informação sobre as suas origem, como por exemplo quais são as espécies mais dominantes na nossa costa”, realçou Eduardo da Cruz.

O presidente adiantou que os custos do protocolo serão suportados pela empresa municipal, sem precisar o valor, mas considerou que a iniciativa vai ser “benéfica para as ambas partes”.

“Acho que maior do que o custo é o benefício, porque é social e económico. Económico porque estamos a apoiar os operadores e os guias, e social porque transmite um fator de confiança e esperança. A economia e o mundo não podem parar e temos é de apreender a lidar com esta situação pandémica. Não podemos fechar-nos em casa, temos é de cumprir regras”, defendeu.

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