Olhão: PS expulsa onze militantes por “traição”

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A Comissão Regional de Jurisdição do PS decidiu expulsar onze militantes que faziam parte do PS-Olhão, na sequência dos processos disciplinares instaurados depois destes terem apoiado publicamente, nas últimas eleições autárquicas, listas que se candidataram contra o PS.

Segundo aquela comissão, os onze militantes foram expulsos do Partido Socialista “por traição aos princípios e estatutos do mesmo”.

Foram expulsos Carlos Manso, Alexandre Pereira, Carlos Alberto Mata, Victor Bartolomeu, Cândido Pereira, João Marcelino Estrela, Ana Micaela Custódio, Paula Marreiros Lopes, Alexandra Carmo, Ondina Pacheco e Leonor Lemos. Por seu turno, Saúl Neves de Jesus foi suspenso da militância durante um ano.

“O Partido Socialista de Olhão regista com agrado a decisão tomada pela Comissão Regional de Jurisdição que nos foi comunicada na última reunião da Comissão Política da Federação do PS Algarve, ocorrida passado dia 26 de outubro, relativa à conclusão desses processos disciplinares”, considerou, entretanto, o Secretariado do PS-Olhão, em comunicado enviado às redações.

No mesmo comunicado, aquele secretariado local recorda que “o Partido Socialista é um partido aberto, livre e democrático, onde todas as pessoas são livres de se inscrever, e como militantes são livres de dar a sua opinião e de discordar com as posições tomadas pelo partido, bem como das pessoas escolhidas pelo mesmo para se candidatarem às diferentes eleições que o partido disputa. Os militantes do Partido Socialista, não só têm estes direitos, como também têm deveres, nomeadamente o dever de solidariedade para com o partido, sendo claramente assumido que, em caso de discordância, se espera que exista responsabilidade e decoro para, ou não tornar públicas as divergências, ou em última análise em caso de divergências insanáveis que abandonem o partido antes de tomarem posições públicas contra o mesmo”.

“Consideramos que as regras básicas de convivência partidária obrigam a que por vezes tenham que ser tomadas soluções assertivas por forma a fazer respeitar essas regras que regem o nosso funcionamento interno. Esperamos que esta decisão não tenha que voltar a ser repetida e que de hoje em diante as discordâncias e diferenças de opinião sejam apresentadas e debatidas internamente, como é apanágio do Partido Socialista”, conclui o PS de Olhão.

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