Os “Maios” ganham nova vida na Região

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Uma das tradições do 1.º de Maio é a dos “Maios” (ou “Maias”), bonecos (ou bonecas) de trapo construídos artesanalmente, e acompanhados de cestos ou ramos de flores, que são colocados juntos às estradas ou nas portas das casas em muitas zonas do Algarve.

Estes autênticos trabalhos artísticos, que muitas vezes também convidam a uma risada devido ao humor que transmitem (pelas vestes ou pelas quadras que os acompanham), podem ser apreciados, por exemplo, em Estoi (Faro), Alte (Loulé) Odeleite (Castro Marim), Santa Rita (Vila Real de Sto. António) ou Lagos.

Mas é no concelho de Olhão que a tradição está mais enraizada e onde se fazem autênticas “romarias” para apreciar estes trabalhos colocados, na EN 125, entre Pontes de Marim e Alfandanga e noutras zonas do interior do município.

A origem destas tradições perde-se no tempo e pode ter várias explicações. Porém, muitas delas acabam por convergir em cultos pagãos, ligados à celebração da natureza. Segundo alguns, a Maia era uma boneca de palha de centeio, em torno do qual havia danças toda a noite do primeiro dia de maio. Celebrava-se a primavera, o final do inverno, a fertilidade ou aquilo que a natureza tinha dado em forma de alimento e que se esperava que continuasse no ano seguinte.

Comentário

  • Infelizmente, neste ano em Alte, o número de Maios passou de +40 para 6. Algo se passou para explicar a fraca adesão.

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