“Os patrões do turismo pagam salários muito baixos”

Os sindicatos vêem uma economia de razões para subir os salários dos trabalhadores do setor do turismo. Para sustentar o aumento das remunerações, o Sindicato da Hotelaria do Algarve socorre-se dos indicadores que apontam para um crescimento do setor nos últimos seis anos e a abertura de novos estabelecimentos na região. Porém, os patrões continuam a fazer uma leitura oposta e nem a escassez de mão-de-obra faz subir os salários. O problema não é novo, mas os trabalhadores advertem que estão fartos desta situação “contraditória”. Já no último verão, muitas ofertas de emprego ficaram por preencher, porque os salários e as condições não atraem. Este continua a ser cenário do mercado de trabalho no Algarve, mesmo com o turismo em alta

> NUNO COUTO

Os trabalhadores do turismo estão fartos de baixos salários, horários desregulados e do não pagamento das horas extras. E isto acontece num setor que tem vindo a bater recordes desde 2014. Por isso, trabalhadores, dirigentes e ativistas do Sindicato da Hotelaria do Algarve voltaram aos protestos, na semana passada, numa ação que culminou com uma concentração em frente à Câmara de Albufeira, onde foi aprovada uma moção dirigida à Associação da Hotelaria e Restauração de Portugal (AHRESP).

“Tratou-se de uma ação para denunciar mais uma vez a situação contraditória que se vive no setor do turismo. Por um lado, continua a verificar-se um crescimento dos proveitos e a abertura de novos estabelecimentos e, por outro lado, os rendimentos dos trabalhadores mantêm-se estagnados ou decrescem, assim como se continua a verificar um aumento da precariedade dos vínculos laborais, da desregulação dos horários de trabalho, do assédio e da repressão, o não pagamento das horas extras, feriados e folgas trabalhadas”, denuncia o coordenador do Sindicato da Hotelaria do Algarve, Tiago Jacinto.

Salários não acompanham crescimento do turismo

Segundo o sindicalista, na base da insatisfação cada vez maior destes trabalhadores está o facto de as remunerações não acompanharem o ritmo de crescimento do turismo algarvio. E isto acontece na hotelaria, restauração, agências de viagens, empresas de transporte, campos de golfe e até nos resorts de luxo…

Leia a notícia completa na edição em papel.

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