POLÍTICA

Para Jerónimo de Sousa, Passos Coelho deve demitir-se ou ser demitido

Jerónimo de Sousa O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, defende, em entrevista à Antena 1, que o Presidente da República não pode fugir às suas responsabilidades e deve pedir a fiscalização do Orçamento do Estado (OE) para 2014.  

“Se tiver um rasgo de fidelidade ao juramento que fez, naturalmente, que requeira essa fiscalização preventiva”, afirma Jerónimo de Sousa na entrevista à rádio pública.

“Seria no mínimo estranho, é o próprio Governo reconhecer que existem dúvidas da constitucionalidade de algumas propostas que apresentam, que o Presidente da República passasse a questão e não usasse aquilo que são as suas responsabilidades institucionais, de verificar se a Constituição está ou não a ser cumprida”, acrescentou.

Orçamento penaliza os mais desfavorecidos

Confrontado com o cenário provável do Orçamento do Estado ser aprovado pela maioria parlamentar, Jerónimo de Sousa garante estar em condições de usar os direitos institucionais, conjuntamente com outros, e requerer da fiscalização do documento.
 
O líder comunista acusa o OE 2014 de afetar, sobretudo, os reformados, pensionistas e o sector público, favorecendo mais uma vez os grupos mais privilegiados.

“Verificamos este número esmagador que dispensa qualquer discurso, é que a parte do trabalho de reformados e pensionistas, os serviços públicos, sofrem cortes, uma austeridade de 82%, enquanto, por exemplo, os chamados intocáveis dentro do capital financeiro, os grandes grupos económicos, dão uma contribuição de 4%”, realça.

Governo não cai pelas contradições na maioria

Segundo Jerónimo de Sousa, face ao agravamento dos problemas do país o Executivo de Passos Coelho só tem uma opção, que é demitir-se ou ser demitido, sublinhando que para tal a luta do povo português será decisiva.

“Não esperemos que seja por contradições existentes entre o seio da maioria que este Governo cai, mas pela vontade do povo português, lutando, convergindo, particularmente pela convergência de todos os sectores e camadas atingidos por esta política. Todos juntos terão outra força”, declara.

O secretário-geral do PCP garante ainda que é impossível o país aguentar até 2015 com esta “política de destruição” e que tudo fará no quadro dos direitos constitucionais para travar esta situação.
 
“Nós faremos tudo para que isso não aconteça, para bem de Portugal e dos portugueses”, rematou.

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