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Passos Coelho. “Os socialistas dizem o que não vão fazer. E dizem isto sem se rir”

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Sentado na primeira fila, Durão Barroso, acabadinho de sair de presidente da Comissão Europeia (ou seja, da troika), riu com gosto a ouvir Passos Coelho desancar as propostas económicas do Partido Socialista. “Quanto é que custa? Não custa nada. É neutro (…). Eles dizem o que não vão fazer, porque não é possível fazer (…). E dizem isto sem se rir”. Nos 40 anos do PSD, a plateia, cheia como um ovo, da Reitoria da Universidade de Lisboa, irrompeu em palmas.

Num discurso de 73 minutos, em que agradeceu ao partido, elogiou Durão Barroso e Assunção Esteves, considerou o mandato de Cavaco Silva ”exemplar” e puxou pelos galões do seu Governo – ”fomos nós que nos salvámos (ao país)” – Passos fez do PS o alvo e abriu o jogo sobre o que dirá em campanha.Que o PS não vai respeitar as regras da União Europeia.

“Mais uma vez passaremos pela campanha de 2009 (aquela em que Sócrates prometia mundos e fundos e Ferreira travava as obras públicas)”, afirmou. “O PS prepara-se para fazer o que sempre fez, dar dinheiro às pessoas para ver se a economia cresce. Mas nós sabemos no que isso dá. Quem é que acredita? Eu não acredito”. A sala adorou.

Sem nunca falar de António Costa, Passos deixou ainda indiretas ao SMS que o líder socialista enviou ao diretor-adjunto do Expresso, criticando-lhe um artigo de opinião. “Connosco, ninguém veio dizer que queremos pôr a comunicação social na ordem”, atirou. O tema da liberdade de expressão veio para ficar.

Mas é a economia e as promessas socialistas de reporem rapidamente salários e pensões e cortarem impostos que vão ser a ”menina dos olhos” do discurso eleitoral de Passos. ”Eles dizem que querem remover a austeridade em alta velocidade e ao mesmo tempo querem cumprir as regras do tratado orçamental. E dizem isto sem se rir …!”. A gargalhada foi geral.

Passos também tenta dar boas notícias: ”Estamos em bom andamento para em 2019 puder ter um excedente orçamental”. O primeiro-ministro diz que ”estamos a libertar-nos da ditadura dos números, no grande império da política”. Mas os números inundam-lhe a retórica. O confronto com Costa vai passar, sobretudo, por aí.

Sentado ao lado de Santana Lopes e Durão Barroso, Marcelo Rebelo de Sousa ouviu Passos Coelho relevar a importância do cargo de Presidente da República, que disse ”poder ser decisivo quando projetamos o futuro”. Marcelo escutou com atenção mas terá ficado na mesma sobre o que quer Passos das presidenciais.

Rui Rio, como Marcelo candidato a candidato, escolheu não ir à festa.

RE

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