PCP marca protesto contra encerramento de estação dos Correios em Loulé

Paulo Sá (PCP)
Paulo Sá (PCP)

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O PCP agendou para o próximo dia 15 de janeiro, às 15h30, uma tribuna pública em frente à estação dos Correios de Loulé (Avenida) para denunciar e combater o anunciado encerramento daquela estação. A iniciativa contará com a participação de Paulo Sá, deputados do PCP eleito pelo Algarve.

A Administração dos CTT tornou público que, no âmbito de um processo de reestruturação, pretende encerrar 22 estações de Correios em todo o país, uma delas no Algarve, na cidade de Loulé.

Esta decisão, insere-se “num vasto pacote de medidas – despedimento de 800 trabalhadores, venda de património, encerramento de balcões, entre outras – destinadas a garantir a distribuição de chorudos dividendos aos seus accionistas”, considera o PCP.

Medidas que, de acordo com os comunistas, são consequência de “um criminoso processo de privatização que o Governo PSD/CDS culminou, após longos anos de uma preparação que contou com o envolvimento do PS”.

Para o PCP, o país está a assistir ao “aprofundar do caminho desastroso aberto com a privatização dos CTT, com os grupos económicos que hoje controlam a empresa a descapitalizá-la, a alienar património, a degradar o serviço a níveis escandalosos”.

Os comunistas recordam que este caminho que já implicou: “um aumento de 47% na tarifa do correio normal desde a privatização; que entre 2009 e 2016 tenham encerrado 564 estações e postos de correios; que largas centenas de postos de trabalho tenham já sido destruídos; que o correio demore hoje mais tempo a chegar ao destino do que demorava há trinta anos; que património tenha sido vendido para suportar o pagamento de dividendos, como aconteceu recentemente com a venda da histórica sede em Lisboa, permitindo pagar dividendos muito acima do resultado líquido da empresa”.

A administração dos CTT invoca as quebras na circulação do correio postal. Mas a verdade é que o correio chega cada vez a menos pessoas, cada vez mais tarde e é cada vez mais caro.

“O problema não está no correio electrónico, que a empresa aliás nunca ‘quis’ desenvolver. Nem no número de trabalhadores, que são muito menos do que aqueles que seriam necessários para prestar o serviço a que estão obrigados. O problema dos CTT está na incompatibilidade entre a gula accionista dos novos donos da empresa e o papel estratégico que esta assume na prestação do serviço público postal”, dizem os comunistas.

O PCP considera ainda que, face ao que está a acontecer, o Governo PS “não se pode esconder por detrás das chamadas entidades reguladores, nem tão pouco esperar pelo fim do contracto de concessão”.

Os comunistas consideram ainda que “o processo de destruição da empresa CTT que está em curso urge ser interrompido”. Para o PCP, não só é urgente “derrotar os objectivos da administração dos CTT” de encerramento de mais balcões de correios, incluindo o de Loulé, como se torna “absolutamente indispensável que se avance para a recuperação do controlo público dos CTT, única forma de garantir um serviço postal público de qualidade e universal”.

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