POLÍTICA

PCP preocupado com impacto da crise na região

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O PCP/Algarve afirmou hoje que os impactos da epidemia no Algarve estão a provocar um rápido agravamento da situação económica e social, que, passado o Verão, deixará marcas muito profundas no plano do desemprego e dos direitos dos trabalhadores, na situação de milhares de micro e pequenas empresas e no aumento da pobreza.

“A recente decisão do Governo Inglês de não incluir Portugal na lista de países isentos de quarentena é particularmente injusta, mas é apenas parte de um problema mais vasto que decorre quer da opção pela mono-atividade do turismo, quer a dependência deste sector de um número restrito de mercados, como é o inglês que, só em 2019, representou mais de 1 Milhão de hóspedes na região”, enunciam os comunistas algarvios.

Em comunicado, a Direção da Organização Regional do Algarve (DORAL) do PCP afirma que “a forte dependência deste mercado que mata agora as esperanças de um Verão ‘menos mau’ na região, e que mostra a importância do que o PCP há anos defende: a necessidade de diversificação da atividade económica, mas também, de diversificação dos mercados internacionais de turismo, reduzindo a atual dependência”.

Para o PCP, esta opção não pode estar desligada do “papel fundamental” que a TAP pode e deve ter nesta diversificação. “Não são as companhias aéreas privadas ou de outras bandeiras que se vão preocupar com uma política de diversificação que defenda a economia da região. O papel que têm assumido nos últimos anos coloca-as, na esmagadora maioria das suas operações, num mero papel de assimiladoras de mercados já existentes. Só uma TAP verdadeiramente ao serviço do país e não ao serviço dos grupos privados, o pode fazer”.

Diversificação dos mercados turísticos internacionais, mas também aposta no mercado interno, no turismo nacional, opção essa que é também inseparável de uma política que valorize os salários e as reformas, que aumente o poder de compra do povo português. Como a vida tem demonstrado, a valorização dos salários é em si mesmo, um objetivo e uma condição, para o desenvolvimento económico e social de um País.

“Aos milhares de trabalhadores que estão em Layoff, no desemprego, com cortes nos seus salários e outros rendimentos, soma-se a situação com que estão confrontadas milhares de micro, pequenas e médias empresas no Algarve, muitas em risco de encerrar portas no final do verão”, diz a DORAL.

Para o PCP, continuam a ser necessárias medidas urgentes para responder aos impactos da epidemia quer no plano social, quer no plano económico, como a proibição dos despedimentos e o pagamento dos salários a 100%; a tomada de medidas de proteção sanitária que permitam o desenvolvimento das atividades económicas, culturais, lúdicas e desportivas essenciais ao bem estar, à vida e saúde das populações; o levantamento de todas as restrições no acesso aos apoios já decididos para as MPME’s; o apoio financeiro aos sócios-gerentes das MPME’s; a atribuição de um apoio mensal à tesouraria das micro empresas; empréstimos a taxa de juro zero, com dois anos de carência e dez anos para amortização dos valores em dívida; Redução do preço da eletricidade e dos combustíveis, entre outras.

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