Pelo menos seis responsáveis da FIFA detidos por corrupção

Mais de uma dezena de altos dirigentes da FIFA foram detidos em Zurique
Pelo menos seis altos dirigentes da FIFA foram detidos em Zurique

O Ministério da Justiça e a polícia da Suíça confirmaram hoje a detenção, por acusações de corrupção, de seis altos dirigentes da FIFA, em Zurique, quando se encontravam num hotel na cidade.

As autoridades helvéticas indicaram que se prevê a sua extradição para os Estados Unidos, onde as autoridades de Nova Iorque os investigam por terem, alegadamente, aceitado subornos, no valor de 100 milhões de dólares (92 milhões de euros), desde o início dos anos 1990.

De acordo com a BBC, entre os detidos estão o vice-presidente e dirigente máximo da Confederação para a América Central e do Norte e Caraíbas, Jeffrey Webb, o brasileiro Jose Maria Marin, membro do comité da FIFA e o costa-riquenho Eduardo Li , que devia juntar-se ao comité executivo da FIFA. O presidente da Federação e candidato a um quinto mandato, Joseph Blatter, não está entre os detidos.

Eugenio Figueredo, Jack Warner, Julio Rocha, Costas Takkas, Rafael Esquivel e Nicolas Leoz são os outros nomes apanhados neste alegado esquema de corrupção.

Os altos dirigentes da FIFA estão reunidos no luxuoso hotel Baur au Lac, onde deveria realizar-se, na próxima sexta-feira, a eleição para a presidência da organização. O príncipe jordano Ali Bin Al-Hussein, o único rival de Blatter nestas eleições após a desistência de outros candidatos, incluindo o português Luís Figo, deverá reunir-se durante o dia de hoje com os seus colaboradores para avaliar o impacto destas detenções nas eleições.

Jornalistas presentes no local contam que as detenções passaram-se de forma pacífica, com uma dúzia de elementos das autoridades suíças a entrarem nos quartos dos dirigentes detidos esta manhã.

Extorsão, fraude e lavagem de dinheiro estão na lista de crimes de que são suspeitos. Mas na mira das autoridades estarão ainda outros responsáveis de empresas norte-americanas e da América do Sul , suspeitas de terem pago mais de 150 milhões de dólares em subornos e luvas em troca de acordos de direitos de transmissão de grandes competições.

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