Plataforma Algarve Livre de Petróleo quer reunir 4 mil assinaturas

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A Plataforma Algarve Livre De Petróleo (PALP) lançou na semana passada a petição “Algarve Livre de Petróleo e Gás Natural”, com o objetivo de reunir 4000 assinaturas para que este assunto seja discutido na Assembleia da República.

A intenção final, adiantam os responsáveis, é “impedir a exploração de petróleo e gás natural no território do Algarve”. A petição pode ser assinada online e em suporte papel, sendo que a PALP já iniciou esta semana a recolha de assinaturas junto dos residentes e turistas nas praias algarvias.

“Agora que as entidades oficiais, sob a tutela do governo português, divulgaram os contratos de exploração de hidrocarbonetos concessionados para o Algarve e para a costa portuguesa, a Plataforma Algarve Livre de Petróleo volta a alertar a população para a necessidade de escrutinar estes negócios potencialmente ruinosos para o Estado português e para a região do Algarve”, refere a organização, frisando que estes contratos assentam numa lógica de “lucros privados para as empresas de exploração petrolífera e em prejuízos graves no assegurar do interesse público, uma vez que a atividade turística do Algarve fica em risco e são as populações locais e a região que sofrem os potenciais danos económicos, sociais e ambientais”.

Gasoduto em direção às praias?

Na petição, a PALP manifesta a sua preocupação com informações já divulgadas pelos responsáveis das empresas petrolíferas nos jornais nacionais, dando como certo que “o gasoduto da exploração de gás natural na costa do Algarve vem por mar em direção às praias, o que quer dizer que teremos a indústria petroquímica em cima de algumas das zonas turísticas de maior excelência da região e, como se isso não bastasse, o mapa oficial que localiza as zonas concessionadas e as licenças permite-nos dizer que a exploração está prevista não só no mar, mas também numa boa parte do interior da região do Algarve, em terra”.

Face a estas preocupações e “tendo em conta o cenário catastrófico que se adivinha para a região”, a Plataforma Algarve Livre de Petróleo volta a fazer um apelo às diversas forças políticas da região (AMAL, Região de Turismo do Algarve (RTA), sindicatos, responsáveis pelas unidades hoteleiras, movimentos sociais da região e população) para que se mobilizem no sentido de travar a exploração de petróleo e gás natural em território algarvio.

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