Verme de fogo
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ALGARVE

População de vermes de fogo aumenta no Algarve

A população de verme de fogo parece estar a aumentar no Algarve, segundo os dados recolhidos no âmbito da plataforma NEMA (Novas Espécies Marinhas do Algarve), coordenada por investigadores do Centro de Ciências do Mar do Algarve (CCMAR) da Universidade do Algarve.

Trata-se de uma espécie de origem subtropical, do grupo dos poliquetas, e tem sido avistada na costa sul e oeste do Algarve, havendo registos de ocorrências desde dezembro de 2015.

O projeto de ciência cidadã NEMA pretende monitorizar a presença de espécies marinhas de outras regiões do globo no Algarve.

O NEMA tem aumentado o conhecimento científico deste tipo de espécies denominadas não-indígenas, contando com a ajuda de algarvios e turistas que visitam a região.

Na edição deste ano, o NEMA vai organizar cinco FotoBlitzs subaquáticos, a partir de 14 de agosto de 2021, e à semelhança do que aconteceu no verão do ano passado, o NEMA volta assim a contar com o apoio de vários centros de mergulho do Algarve.

O grande objetivo de um FotoBlitz é documentar a biodiversidade de um dado local através de fotografia, durante um curto período de tempo. Nas últimas duas décadas, a quantidade de espécies não-indígenas tem vindo a aumentar no Algarve. Algumas destas espécies são de origem subtropical e têm surgido nesta zona devido ao aquecimento das águas dos oceanos, num fenómeno conhecido como tropicalização.

O verme de fogo “Hermodice carunculata”, tal como o seu nome comum indica, é um animal que se for manuseado sem proteção ou cuidado provoca uma forte sensação de queimadura e dor localizada que duram vários dias. Esta reação inflamatória acontece porque o verme de fogo tem uma série de sedas (pêlos brancos) ao longo do corpo que injetam na pele uma toxina que provoca dor, sensação de queimadura, e inchaço.

O seu manuseamento é assim extremamente desaconselhado e torna-se por isso necessário alertar a população para a sua presença uma vez que ainda é pouco conhecido em Portugal continental. Com a realização desta iniciativa, o NEMA procura alertar a população para o perigo de contacto direto com esta espécie pouco conhecida, que irá decorrer em paralelo com uma campanha de sensibilização nas redes sociais.

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