Portimão: o sonho comanda a cidade

Refletir os sonhos e visões das câmaras para as suas cidades é o grande objetivo do fórum “Cidades de Futuro”, promovido pelo Diário Económico, e cuja primeira conferência se debruçou sobre Portimão.

Na iniciativa, que decorreu sexta-feira, no Museu de Portimão, o presidente da autarquia portimonense apresentou o seu “plano” para ajudar Portimão a ultrapassar a crise e a colocar a cidade nas bocas do mundo.

Turismo, autódromo, Centro de Mar e cidade cinematográfica” são as quatro grandes apostas de Manuel da Luz para o futuro do município.

O autódromo demorou oito anos a construir, mas já existe, e é uma grande oportunidade para atrair grandes investimentos. O Centro de Mar tem todas as condições de avançar, porque o mar é um recurso que está mesmo ao nosso dispor e com o qual temos relações privilegiadas. Por seu lado, o projeto dos estúdios de cinema e audiovisual está a avançar, com os grandes produtores norte-americanos e ingleses a confirmarem que há condições para criar aqui uma cidade cinematográfica”, realçou o autarca.

Em declarações ao JA após o fórum, o presidente da autarquia adiantou que os projetos vão avançar “a médio e longo prazo” através de parcerias público-privadas, “que serão cruciais para a própria sobrevivência do município”.

Concretizar tudo isto seria um sonho. Mas acredito que é um sonho exequível e que temos condições de êxito”, frisou Manuel da Luz.

Correr riscos para não definhar

Tratam-se de projetos com dimensão internacional e que vão criar condições para tornar Portimão mais competitivo face ao atual quadro de crise e incerteza em relação ao futuro”, referiu o autarca, acrescentando que “a cidade vai definhar e perder atratividade se estas mudanças não forem promovidas”.

Estamos a falar de grandes projetos que podem potenciar a oferta turística do nosso destino em relação aos concorrentes de todo o mundo”, realçou o presidente da Câmara de Portimão.

Manuel da Luz não esconde que “Portimão terá de correr riscos para se tornar nos próximos anos uma cidade de futuro”, mas adianta que “não existe outra alternativa”. “Os indicadores sobre a atividade turística são preocupantes. Fala-se que o Algarve perdeu três milhões de dormidas nos últimos dez anos! Assim sendo, é evidente que o Algarve precisa de um novo modelo de desenvolvimento, que assente essencialmente nas cidades que são competitivas”, afirmou.

Nesta lógica, o autarca sublinhou que “a câmara municipal vai concentrar os esforços e investimentos na renovação das atividades turísticas, no autódromo, no Centro de Mar e na cidade do cinema”.

A atividade turística precisa de alternativas complementares. E é isso que Portimão está à procura há algum tempo”, rematou Manuel da Luz.

Nuno Couto/Jornal do Algarve

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