PAÍS

Portugueses confiam pouco nos políticos e juízes e muito nos bombeiros

Os portugueses confiam pouco nos políticos, advogados, banqueiros, gestores de grandes empresas e juízes, enquanto acreditam mais nos bombeiros, professores e carteiros, indica um estudo da GfK, realizado em 19 países.

Segundo o documento divulgado hoje, entre as profissões em análise, os bombeiros continuam a ser os mais confiáveis, com 93 por cento, seguidos, a curta distância, pelos professores e carteiros.

Os médicos surgem em quarto lugar (88 por cento) como os profissionais mais fiáveis, à frente dos militares, das organizações de proteção ambiental e dos polícias, que sofreram uma ligeira subida na confiança dos portugueses.

Tal como aconteceu em 2009, os políticos são a profissão com os mais baixos níveis de confiança em vários países, incluindo Portugal.

Em relação ao 2009, há uma quebra generalizada do índice de confiança das 20 profissões auditadas em Portugal, destacando-se, pela negativa, os juízes, que desceram 15 pontos percentuais, e os advogados, com menos 12 pontos percentuais.

Os portugueses desconfiam bastante dos políticos (83 por cento), advogados e banqueiros (61 por cento), gestores de grandes empresas (58 por cento), publicitários, advogados e sindicalistas.

A nível internacional, os juízes são os preferidos dos alemães e os mais desacreditados pelos búlgaros, tal como em 2009, revela também o estudo “Custum Research” realiado pela GfK, uma das maiores empresas mundiais de estudos de mercado.

Também os médicos e as organizações de proteção ambiental sofreram uma ligeira quebra, apesar de se manterem na lista das profissões mais confiáveis.

Segundo o estudo, a religião tem uma reputação elevada na Roménia (86 por cento), em Portugal (74 por cento), nos Estados Unidos da América e no Brasil.

Globalmente, destaca-se o aumento de confiança depositado nos polícias (aumento de 14 pontos percentuais face a 2009), sendo os alemães e os italianos quem mais confia nestes profissionais (86 por cento).

A tendência em Portugal é seguida por mais de metade dos países onde o estudo incidiu, onde também é revelada desconfiança face aos advogados, banqueiros, sindicalistas, jornalistas, profissionais de marketing, gestores de grandes empresas, publicitários e políticos.

CC.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

JA/Lusa

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