Portugueses temem que impacto da Covid-19 dure mais um ano

O ECPR2021 tem por objetivo a partilha de informação sobre a vida quotidiana dos consumidores europeus, os seus hábitos de despesa e a capacidade de gerir as suas finanças domésticas mensalmente.

De acordo com este estudo, 55% dos inquiridos portugueses acredita que levará pelo menos um ano até que a pandemia deixe de ter um impacto negativo nas suas finanças, valor superior à média europeia, de 49%.

A turbulência económica de 2020 prosseguiu em 2021, continuando muito presente na mente de alguns consumidores. Embora a normalidade esteja a voltar à Europa com a reabertura de restaurantes e teatros, com os funcionários a voltar aos seus escritórios, o estudo da Intrum revela que a pandemia lançou uma sombra sobre o bem-estar financeiro dos consumidores. Neste contexto, 27% dos consumidores acreditam que a COVID-19 terá um impacto negativo nas suas finanças durante pelo menos mais 12 meses e 28% prevêem ainda que levará mais de dois anos até que o seu bem-estar financeiro volte ao normal.

O ECPR2021 revelou também que a pandemia afetou desproporcionalmente os diferentes países e grupos demográficos. Embora a situação de emprego da maioria não tenha sido diretamente afetada, quase quatro em cada 10 europeus (37%) afirmam estar mais pobres hoje, do que antes do início da crise. Em Portugal, este valor sobe para 48%. Pessoas com baixos rendimentos familiares foram particularmente afetadas, aumentando a desigualdade económica na sociedade.

Como resultado da diminuição do rendimento disponível devido à pandemia em curso, alguns europeus estão a contrair dívidas adicionais em 2021. De acordo com o estudo da Intrum, 26% dos inquiridos afirma ter pedido dinheiro emprestado ou atingido o limite do cartão de crédito para pagar as suas contas nos últimos 6 meses. Em Portugal, a percentagem é igual à média europeia, tendo aumentando 3 pontos percentuais em relação a 2020.

A economia portuguesa foi fortemente afetada pela pandemia. Portugal foi o primeiro país a ter o seu plano de recuperação e resiliência (PRR) aprovado pela Comissão Europeia, enquanto a diminuição das restrições de entrada para viajantes aumenta as esperanças de uma recuperação do turismo, setor vital para a economia.

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Em linha com estes desenvolvimentos positivos, a pontualidade no pagamento dos consumidores portugueses melhorou, com mais de três quartos dos consumidores (76%) a afirmar que nos últimos 12 meses pagaram todas as suas contas dentro dos prazos, 6 pontos percentuais acima da média europeia, que se situou nos 70%.

Por outro lado, a pandemia permitiu aos consumidores colocar foco na sua segurança financeira. O estudo da Intrum demonstra que 53% dos inquiridos afirma estar a poupar para proteger o seu bem-estar financeiro e 56% refere que definiu objetivos para gerir melhor as suas despesas e poupanças. Para além disso, 34% vê na pandemia uma oportunidade para melhorar as suas finanças.

Com o ano 2020 bastante instável, é possível verificar que o comportamento do consumidor mudou, colocando novos desafios para as empresas. Durante um ano de eventos climáticos extremos, incluindo inundações devastadoras na Alemanha e incêndios florestais na Grécia, o mais recente estudo da Intrum mostra que os consumidores penalizam empresas sem preocupações ambientais.

Um sinal que os consumidores responsabilizam as empresas pelos seus compromissos de sustentabilidade, é o facto de mais de metade dos consumidores europeus (52%) afirmarem que não comprariam a uma empresa se soubessem que a sua atividade prejudica o ambiente. O mesmo acontece em Portugal, onde 68% dos inquiridos afirmam o mesmo.

Para Luís Salvaterra, Diretor-Geral da Intrum Portugal “Na Intrum, sabemos que muitos consumidores estão a passar por uma situação financeira difícil desde 2020 e têm tido dificuldade em pagar as suas contas nos prazos. O nosso conselho aos consumidores é que procurem ajuda o mais cedo possível para resolver qualquer problema financeiro. Mais positivo é o indicador que revela uma maior preocupação com a economia doméstica, com os consumidores a gerir com mais cuidado despesas e poupanças.”

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