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Prejuízos das cheias atingem “valores muito avultados”

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Três dias depois das cheias que destruíram a baixa da cidade de Albufeira, o cenário ainda é devastador. Esta manhã, as equipas de limpeza retomaram os trabalhos e continuam a tentar a custo limpar o manto de lama que ainda cobre o centro da cidade.

Os moradores e os comerciantes permanecem angustiados com a situação. Muitos dizem que perderam tudo e que têm “prejuízos muito avultados”.

A destruição provocada pela força da água resultou em danos em muitos estabelecimentos da baixa de Albufeira, assim como em infraestruturas públicas e habitações.

Ontem, o deputado do Bloco de Esquerda eleito pelo Algarve, João Vasconcelos, visitou o local e afirmou a urgência em “fazer um levantamento célere de todos os danos e procurar apoios de natureza variada, entre os quais o recurso à declaração do estado de calamidade pública, entretanto requerido pela câmara municipal, de forma a que sejam garantidos todos os meios no apoio a moradores e comerciantes, sendo fundamental dar uma atenção especial a todos aqueles que não têm seguro contra intempéries e para os casos em que as seguradores estão a mostrar relutância em assumirem os prejuízos, pois este é o momento para que todos os meios sejam desbloqueados de forma a permitir que ninguém é prejudicado”.

Na visita realizada às zonas inundadas, juntamente com o presidente da Câmara de Albufeira, Carlos Silva e Sousa, e o secretário de Estado do Ambiente, Paulo Lemos, João Vasconcelos lembrou que “as opções de planeamento que durante décadas subordinaram imperativos geomorfológicos à especulação imobiliária, permitindo a construção em leito de cheia, com a consequente e sucessiva impermeabilização de solos e canalização de linhas de água, levaram a este resultado” e, rematou, “tais factos não podem ser esquecidos e devem ser corrigidos nas futuras intervenções, podendo ser já feitas correções durante a imediata reconstrução das zonas da cidade afetadas”.

Entretanto, a Câmara de Albufeira está empenhada em integrar as zonas de alto risco de cheias, esperando com isso poder acionar fundos para ajudar à reconstrução.

O secretário de Estado do Ambiente, Paulo Lemos, anunciou que o município algarvio vai integrar as zonas de alto risco de cheias.

As cheias em Albufeira de domingo causaram milhões de euros em danos materiais, segundo as primeiras contas da autarquia, e ainda levaram à morte de uma pessoa, em Boliqueime.

Nuno Couto

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