Professores sem casa vivem em parques de campismo

O drama de quem quer encontrar uma casa para arrendar no Algarve é cada vez maior. Que o digam os professores, que têm de se apresentar nas escolas na próxima segunda-feira, dia 2 de setembro.

Segundo adianta esta quinta-feira o Diário de Notícias, há professores a viver em parques de campismo enquanto esperam por casas na região algarvia.

Este é um problema que “tem vindo a agudizar-se, devido ao volume do turismo na zona”, que é também “cada vez menos sazonal”, afirma ao diário a presidente do Sindicato Democrático de Professores do Sul (SDP Sul), Josefa Lopes.

“Os docentes têm família e as condições que lhes são oferecidas não são minimamente razoáveis para levar um ou mais filhos consigo”, lamenta Josefa Lopes, em declarações ao mesmo jornal. O mais comum, acrescenta, é “ver professores que já evitam candidatar-se a determinados lugares por más experiências relativamente ao alojamento”.

O DN relata a situação vivida por Susana Ferreira, de 42 anos: “Todos os meses de agosto penso em desistir“, diz a educadora de infância, natural de Braga, que terá de se apresentar pelo segundo ano consecutivo numa escola do Algarve.

A educadora conta que para viver no Algarve no início das aulas tem que optar entre viver num parque de campismo ou viver “a preço de turista”.

Ainda de acordo com o DN, Susana, que está à procura de casa no Algarve, diz que lhe pedem “600 euros” por um T2, valor que recorda que é metade do seu ordenado. Em alternativa, tem os “preços de turistas”, que diz ser também incomportável.

“Não vou gastar 500 euros numa semana. Não ganhamos para pagar isto. Mesmo num bungalow (num parque de campismo) já é difícil ficar, porque são caros”, conta ao mesmo jornal, revelando que, face às dificuldades, pondera ficar num parque de campismo até dia 15 de setembro, data a partir da qual conseguiu assegurar uma casa.

A sindicalista Josefa Lopes alerta, contudo, que os professores podem ter que ficar mais tempo do que esperado num parque de campismo, uma vez que o turismo se está a tornar menos sazonal e previsível.

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