Prostitutas brasileiras aprendem inglês para o Mundial de futebol

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Associação de Prostitutas de Minas Gerais, no Brasil, está a oferecer cursos gratuitos de inglês para profissionais do sector, de modo que possam estar mais bem preparadas para atender clientes estrangeiros durante o Mundial de futebol.

A notícia foi divulgada pela imprensa estrangeira. As prostitutas de Minas Gerais, o segundo estado mais habitado do Brasil, entendem que é preciso ter pelo menos conhecimentos básicos de inglês, francês, italiano e espanhol para prestar bons serviços aos estrangeiros durante o Mundial de 2014.

Para isso, uma associação local de profissionais do setor decidiu oferecer às suas sócias cursos gratuitos de língua estrangeira, a começar pelo inglês, cujas aulas terão início já em março deste ano. Nos próximos meses, seguir-se-ão outros cursos, de espanhol, francês e italiano.

De acordo com a presidente da associação, Cida Vieira, a iniciativa vai abranger 4000 profissionais que trabalham nas ruas e bares da rua Guaicurus, a zona de prostituição mais popular da capital mineira, Belo Horizonte.

Não basta dizer “I love you”

A associação está à procura de professores de inglês – inscreveram-se já dez voluntários – que estejam disponíveis para dar cursos de seis a oito meses. “O conhecimento de inglês vai ser fundamental para negociar o nosso serviço”, afirmou Cida Vieira. Segundo a vice-presidente, Laura Maria do Espírito Santo, não basta saber dizer “I love you”.

A iniciativa da Associação de Prostitutas de Minas Gerais é apenas mais um exemplo do esforço que está a ser feito no Brasil para incentivar a aprendizagem de línguas estrangeiras, em especial inglês e espanhol, sobretudo agora que o país está a preparar-se para o Mundial de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.

No Rio de Janeiro, por exemplo, a Prefeitura, junto com os Ministérios do Turismo e da Educação, tem um projeto para oferecer 160 horas de aulas de inglês e espanhol a 16.000 profissionais de vários setores, entre os quais os trabalhadores dos quiosques nas praias, vendedores ambulantes e polícias, e, numa segunda fase, taxistas e empregados do setor hoteleiro e da restauração.

Maria Luiza Rolim (Rede Expresso)

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