ALGARVE

Proteção Civil Municipal de Faro vai para as instalações do CDOS

A mudança da Proteção Civil Municipal de Faro para as instalações ocupadas pela Proteção Civil Distrital, antes de se transferir para Loulé, vai trazer ganhos de operacionalidade, defendeu hoje a secretária de Estado da Administração Interna.

A passagem da Proteção Civil Municipal de Faro (PCMF) para as antigas instalações do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Faro, na cidade, foi formalizada com a assinatura de um protocolo entre a autarquia e a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), por ocasião do dia do município, que se assinala hoje na sede do distrito.

“Este protocolo que foi assinado hoje entre a Câmara de Faro e a ANEPC permite sobretudo aproveitar e utilizar parte das instalações do CDOS de Faro, que estão disponíveis e ficaram vazias fruto da passagem do pessoal para Loulé, e instalar aí o Serviço Municipal de Proteção Civil de Faro, com os seus técnicos, com as suas valências, e ganhando assim obviamente uma operacionalidade completamente diferente”, afirmou a secretária de Estado da Administração Interna, Patrícia Gaspar.

A governante esteve na cerimónia de assinatura do protocolo de colaboração entre a ANEPC e a Câmara Municipal de Faro que prevê a cedência de instalações para o Serviço Municipal de Proteção Civil do Município de Faro e, no final, disse aos jornalistas acreditar que os elementos da estrutura municipal vão ficar “muito melhor instalados” no edifício que foi utilizado pelo CDOS antes de se transferir para a nova sede, no concelho de Loulé.

Patrícia Gaspar disse que a transferência do serviço municipal para esse local, no centro de Faro, permite “também uma parceria e uma sinergia diferente entre a própria autarquia, na sua componente da Proteção Civil, e o Comando Distrital”, que têm, segundo a secretária de Estado, uma ligação “absolutamente fundamental”.

O presidente da Câmara de Faro, Rogério Bacalhau, também afirmou que a mudança da PCMF ao abrigo do protocolo celebrado hoje com a ANEPC vai trazer “essencialmente maior operacionalidade”.

Rogério Bacalhau recordou que a Proteção Civil Municipal de Faro “não tinha instalações” e, “quando a pandemia apareceu”, ela foi, “numa situação muito especial, alocada a biblioteca municipal”, mas o serviço foi depois deslocado para outras instalações “alugadas” pelo município.

“Ela funciona, trabalha todos os dias com a Proteção Civil Distrital, como todas as outras Proteções Civis municipais do Algarve e do país, o facto de aquelas instalações neste momento não estarem a ser ocupadas a 100%, para nós, é uma mais valia porque podemos criar ali um espaço que já está adaptado a esta realidade e o facto de estarmos perto da Proteção Civil Distrital também traz umas sinergias que, de outra forma, não existiriam”, acrescentou o autarca.

Rogério Bacalhau considerou que sem o protocolo hoje celebrado a Proteção Civil municipal “funcionaria na mesma, tal como tem funcionado até agora”, mas agradeceu “a disponibilidade da Proteção Civil para ceder aquelas instalações que, no momento, não estavam a ser utilizadas na plenitude” e vão agora servir a PCMF.

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