Próximo Plano Nacional de Saúde deve integrar Planos Regionais

A alta comissária para a Saúde, Maria do Céu Machado, e o presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, Rui Portugal, defenderam hoje a integração de Planos Regionais no próximo Plano Nacional de Saúde.

Os responsáveis estiveram hoje presentes no Fórum Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, na Amadora, numa iniciativa conjunta que visa a discussão em torno das principais dificuldades e problemas da área da Saúde na Grande Lisboa, para que mais tarde seja criado um Plano Regional de Saúde.

Segundo Maria do Céu Machado, é importante integrar Planos Regionais de Saúde no Plano Nacional de Saúde 2011-2016, uma vez que “continua a haver assimetrias entre as regiões”.

A responsável participou recentemente num fórum regional de saúde no Algarve e garante que estas iniciativas são importantes para que cada região “identifique quais são os seus problemas específicos”.

“O próximo Plano Nacional de Saúde não pode ser um plano simétrico, igual para todas as regiões, como foi o anterior. Tem que se perceber quais são as dificuldades e os problemas de cada região”, defendeu Maria do Céu Machado, em declarações à agência Lusa.

O presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), Rui Portugal, considera que este é “um momento de grande reflexão relativamente ao que é a definição do próximo Plano Nacional de Saúde”, no qual devem ser tidas em conta as “especificidades” de cada região, nomeadamente “em termos culturais e no acesso à Saúde”.

“Temos algumas particularidades que outras regiões não têm. Temos uma população migrante particularmente relevante na nossa região, temos uma área urbana muito superior a outras regiões, que têm especificidades em termos de plano muito diferentes”, referiu o responsável.

Rui Portugal garantiu que a região de Lisboa e Vale do Tejo tem “acessibilidade à Saúde genericamente superior às outras regiões, mas mesmo assim tem problemas de equidade relativamente às diferentes populações” que residem nos diversos concelhos.

“Por exemplo, aqui na Amadora nós temos uns moderadores no Hospital Fernando da Fonseca, exatamente para abranger outras comunidades. Cinquenta por cento dos partos no Amadora-Sintra são de pais que têm nacionalidade não portuguesa”, disse o responsável, adiantando que esta é uma realidade que não é transversal a outras regiões do país.

O Plano Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo é um instrumento de gestão que está a ser desenvolvido em consonância com o Plano Nacional de Saúde 2011-2016 e que se propõe adequar os recursos existentes nesta região às suas necessidades em Saúde.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

Lusa/JA

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