PS de Faro exige menos impostos para viabilizar orçamento

O pacote fiscal para 2019 do município de Faro, que é liderado pelo presidente social-democrata Rogério Bacalhau, foi chumbado, na passada segunda-feira, com o voto de qualidade da presidente socialista da assembleia municipal, Ilda Silva, a ser decisivo. Ilda Silva substituiu Luís Graça, que esteve no debate da especialidade do Orçamento de Estado para 2019, na Assembleia da República.

Para o PSD de Faro, este chumbo não passa de uma “manobra partidária”. “Uma vez mais, o voto de qualidade da presidente em exercício ditou a má sorte dos farenses. O PS não esteve pelos ajustes e chumbou uma das medidas, apesar de o pacote apresentado ser exatamente o mesmo de 2018 – ano em que a autarquia reduziu o IMI para 0,4% e bonificou as famílias numerosas”, argumentam os sociais-democratas.

Segundo as contas do PSD, “tudo somado, este ‘veto presidencial’ representa uma quebra de receita de mais de dois milhões de euros, que são vitais para o investimento no fomento do concelho”.

PS considera que câmara pode ir mais além

Em causa, apurou o JORNAL DO ALGARVE, estão os valores do IRS e da derrama, que se mantêm iguais ao orçamento de 2018. Mas o PS considera que a Câmara de Faro pode ir mais além e baixar estes impostos municipais.

“O PSD não pode ser egoísta. Tem de pensar mais nas famílias e empresas de Faro. É possível reduzir um pouco os impostos municipais às famílias, porque o desemprego diminuiu e temos mais pessoas a trabalhar, por isso, vamos ter mais pessoas a pagar o IRS. O mesmo se passa com a derrama, porque também temos mais empresas em atividade do que nos últimos anos”, defende ao JORNAL DO ALGARVE Luís Graça, presidente da assembleia municipal de Faro. Ou seja – acentua – “a câmara pode baixar os impostos e não perder receitas”.

De acordo com Luís Graça, a proposta dos socialistas vai no sentido de “dar capacidade às empresas de contratar mais trabalhadores ou aumentarem os salários” e, deste modo, assegura que “a câmara não vai ter menos receitas”.

“É possível ter uma política fiscal que venha dar mais rendimentos às famílias e possibilitar a contratação de mais trabalhadores, é apenas isto o que defendemos, porque a câmara tem uma função social com os farenses. Além disso, a Câmara de Faro tem chegado aos finais dos últimos anos com saldo positivo e, como tal, pode prescindir de alguns impostos”, sublinha Luís Graça, concluindo que, “no fundo, é fazer o que está a ser feito pelo Governo com bons resultados a nível nacional”.

NC|JA

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