PSD acusa socialistas de gestão danosa e entrega queixa à PJ

O PSD de Portimão denunciou à Polícia Judiciária (PJ) a alegada gestão danosa praticada pela autarquia local (PS) e apresentou também queixas junto de outras entidades, informaram ontem representantes do partido, em conferência de imprensa.

Em declarações à Lusa, à margem da conferência de imprensa, o presidente da concelhia do PSD de Portimão, Pedro Xavier, explicou que a denúncia à PJ foi entregue “pessoalmente” no Departamento de Investigação Criminal de Portimão.

As restantes queixas contra a autarquia foram enviadas por correio para o Tribunal de Contas, Inspecção Geral da Administração Local e Procuradoria Geral da República, acrescentou.

A edição online do jornal Barlavento avançou hoje que a denúncia na Polícia Judiciária e restantes queixas foram apresentadas a 28 de julho.

A concelhia do PSD de Portimão pretende emitir um comunicado sobre o assunto, mas ainda não o fez por aguardar uma resposta oficial de que os processos deram entrada naquelas entidades.

Confrontada pela Lusa com o facto de estar a ser alvo de diversas queixas, fonte da Câmara de Portimão limitou-se a dizer que a autarquia desconhece por completo o teor das queixas e que, por isso, não fará comentários.

“Não sabemos o que se está a passar”, disse a mesma fonte, acrescentando que a Câmara, de maioria PS, “não entrará em circos políticos”.

Na passada semana, a Câmara de Portimão anunciou que vai implementar um plano de saneamento financeiro a partir de janeiro de 2011 para reescalonar o pagamento da dívida de curto prazo para 12 anos.

O município tem atualmente uma dívida de curto prazo (três a cinco anos) na ordem dos 104 milhões de euros, mas o vice-presidente da autarquia, Luís Carito, garantiu à Lusa na passada semana que a capacidade de endividamento “não está esgotada”.

Em declarações à Lusa, o líder do PSD/Algarve, Mendes Bota, acusou a Câmara de Portimão de “gastar mais do que tem” e classificou a situação de “alarmante” e “irresponsável”, por causa do “crescimento exponencial do endividamento”.

O líder dos sociais democratas algarvios disse ainda que é uma má estratégia alienar 49 por cento da Empresa Municipal de Águas e Resíduos (EMARP) – uma das medidas previstas no plano -, uma vez que esta é a única empresa pública que, segundo ele, “dá lucro”.

“Isto [o plano de saneamento] é um balão de oxigénio para dois anos e depois, nessa altura, vai voltar tudo ao mesmo”, criticou o presidente da concelhia, Pedro Xavier, sugerindo que devia ser o Estado a liderar este processo, como aconteceu na Câmara de Lisboa.

Fonte da autarquia contactada pela Lusa disse, por seu turno, que o plano “é um ato de boa gestão” e que pretende ser uma “resposta à conjuntura atual de crise à qual Portugal e Portimão não estão imunes”.

A mesma fonte afirmou ainda não “reconhecer credibilidade” às críticas que são apontadas à autarquia pelo PSD.

AL/JA

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