PSD Algarve diz que Instituto de Emprego “vai de mal a pior”

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O PSD Algarve analisou os números do desemprego no Algarve e chegou à conclusão de que estes são “aparentemente positivos”, mas “escondem uma tragédia para a qual, se nada for feito, todos nos iremos amargamente arrepender”.

Segundo os sociais democratas, os números do IEFP Algarve indicam que, de 2015 até à presente data, a sua execução financeira e física “tem vindo progressivamente a descer, tendo essa diminuição no ano de 2017 caído abruptamente”.

“De um orçamento em 2017 no valor global de 31,3 milhões de euros para despesas de funcionamento, formação e investimento, o IEFP Algarve somente conseguiu executar 20,5 milhões. Ou seja, a execução orçamental situou-se nuns meros 65% do previsto. Uma redução feita à custa da diminuição do volume de formação, assim como dos investimentos de manutenção e conservação dos espaços formativos e equipamentos existentes”, considera o PSD.

Os sociais democratas referem ainda que “a incapacidade demonstrada pela atual equipa directiva do IEFP Algarve levou a que a direção do citado instituto reduzisse o orçamento para o presente ano para um montante de 23 milhões de euros”.

E explicam: “O IEFP Algarve deixou ‘fugir’ do seu orçamento cerca de 25% do que dispôs no ano transato. Com consequências bem visíveis na diminuição do volume de formação, o que levou ao encerramento dos espaços oficinais – destinados aos cursos de costura, agricultura, eletricidade, eletrónica, manutenção hoteleira, refrigeração e climatização, soldadura, canalizações, energias renováveis, cerâmica criativa e restaurante/bar – bem como ao estado de degradação e abandono a que se encontram a maioria desses espaços. Para confirmar esta nossa afirmação basta que a imprensa solicite uma visita detalhada”.

Ainda a este propósito, o PSD diz que “há um outro perigo que o abandono da vertente formativa do IEFP no Algarve irá provocar”, para o qual o PSD deixa um alerta e que se prende com o desaparecimento das competências existentes na região em diferentes domínios. “Se isso acontecer, à escala que se prevê, tal inviabilizará que no futuro consigamos ter capacidade para reagir, com celeridade, às crises económicas que possam vir a ocorrer e continuarmos a ser capazes de reforçar a competitividade regional da nossa economia, o que não deixar de preocupar profundamente os algarvios”, considera.

“O retrato está feito. Fica aqui o nosso alerta ao Governo para que quando os seus membros ‘vierem a banhos’ ao Algarve, o que está para breve, vão visitar as instalações do IEFP na região, olhem atentamente para os números e adoptem medidas que ajudem o instituto a voltar ao seu caminho, historicamente reconhecido, que se prende com a missão de promover a criação e a qualidade do emprego e combater o desemprego”, concluem os sociais democratas.

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