PSD considera que OE 2019 “quase não distingue o Algarve do Deserto do Sahara”

David Santos

 

David Santos

A Comissão Política Distrital Alargada do PSD Algarve, liderada por David Santos, esteve reunida para apreciar a proposta de Orçamento de Estado 2019 e considerou que o documento “quase não distingue o Algarve do Deserto do Sahara”.

Os sociais democratas dizem que o OE 2019 “ignora as necessidades fundamentais dos algarvios” e que o investimento público subiu a nível nacional, mas “para o Algarve é quase inexistente”. Neste sentido, deixam várias críticas concretas: O hospital central “não avança”, a requalificação da EN-125 entre Olhão e Vila Real de Santo António “também não será uma realidade em 2019” e a eletrificação da Linha do Algarve “é novamente adiada”.

Leia, na íntegra, a posição do PSD Algarve em relação à proposta de OE 2019:

“No que se refere à região, o OE 2019 ignora as necessidades fundamentais dos algarvios e, na medida em que é o último orçamento da maioria PS, BE, PCP, traduz uma flagrante violação dos compromissos firmados para a legislatura. O Algarve ficou de fora, desde o primeiro ao último dia, das opções do Governo. Quatro anos de desilusão.

Não obstante a previsão de investimento público subir a nível nacional para o Algarve é quase inexistente. A título de exemplo, dos mapas orçamentais regionalizados constantes do OE 2019 está previsto o valor de 8.8 milhões, o que corresponde a 0,2 % das despesas de investimento total, menos 90 vezes que a região Norte. O Algarve tem perto de 5 % da população e terá menos de 1 % do investimento público.

A saúde é um dos estrangulamentos crónicos da região. Todos os anos os resultados são piores. O Hospital Central do Algarve não avança, embora estejam previstos cinco hospitais, quatro deles classificados atrás do Algarve na ordem de prioridades definida a nível nacional. Por outro lado, não há da parte do Governo qualquer medida que garanta a fixação de recursos humanos da área da saúde na região. Em 4 anos, se a saúde não estava bem pior ficou.

A requalificação da EN-125 Olhão – VRSA também não será uma realidade em 2019. Prometida em 2016, jurada em 2017, garantida em 2018, está a braços com o gigante chumbo do Tribunal de Contas à renegociação submetida pelo Governo. No programa de conservação e manutenção de rodovias até 2021 o distrito de Faro tem previsto 4,2 milhões de euros, verba inferior a qualquer outro distrito.

Não obstante se anunciar a realização de obras nos principais corredores ferroviários do país – as quais ascendem em 2019 a perto de 1000 milhões de euros – , a eletrificação da Linha do Algarve é novamente adiada. Por outro lado, a ligação ao Aeroporto continua sem estar prevista quer em 2019 quer nos anos subsequentes. As supressões de comboios batem todos os recordes e os algarvios têm menos alternativas de mobilidade.

Os partidos que apoiam o Governo assumiram como compromisso número um para o Algarve as portagens. O PS, em 2015, uma redução a título imediato de 50 %, BE e PCP a abolição. Quatro anos volvidos as portagens reduziram-se em 15%, num estranho exercício aritmético que igualou o desagravamento do Governo anterior, esse sim com apertos financeiros que não têm comparação com os dias de hoje.”

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