PSD e BE preocupados com fecho temporário de maternidade em Portimão

O PSD de Portimão manifestou-se preocupado pelo encerramento temporário da maternidade do Hospital de Portimão, durante o último fim de semana prolongado, devido às dificuldades da administração em garantir escalas, por falta de médicos.

Em comunicado, os sociais-democratas manifestam “a mais profunda preocupação por, de forma recorrente nos últimos meses, nova falha apresentada no serviço do hospitalar do CHUA, particularmente no Hospital de Portimão”.

“Mais uma vez, o Serviço Nacional de Saúde em Portimão, com repercussão em todo o Barlavento e influência em todo o Algarve, são notícia por razões que não são as melhores e que agravam a preocupação de todos os portimonenses. Este facto demonstra que, de forma reiterada, voltam os algarvios e os barlaventinos a serem tratados sem equidade pelo Governo”, protesta o PSD Portimão.

Face a este encerramento temporário, as grávidas tiveram duas opções. “Ir à já saturada urgência do Hospital de Faro, que no caso de um algarvio residente em Odeceixe significa 1h30 a 2h00 de viagem e fazer 250 quilómetros ida e volta, pagando do seu bolso o táxi ou a ambulância ou o combustível, em vez de 45 a 50 minutos e 120 quilómetros ida e volta à Urgência do Hospital de Portimão”, denunciam os sociais-democratas, ou, por outro lado, “ir, mais uma vez, a uma das unidades hospitalares do grupo Hospitais Particulares do Algarve, em Lagos ou em Portimão, pagando o que tem direito constitucionalmente”.

Perante esta situação, o PSD/Portimão informa que irá apresentar “o pedido para audiência local dos intervenientes com responsabilidade nesta nova falha na saúde portimonense e algarvia”.

Por fim, o PSD/Portimão manifesta “a sua solidariedade e compreensão para com os profissionais de saúde que, diariamente e com estes constrangimentos públicos, não deixam de trabalhar de forma abnegada”.

Sobre a classe política, refere o presidente do PSD/Portimão que “não é hora de perderem a voz que outrora tanto tinham. É hora de determinados dirigentes políticos serem coerentes e unirem esforços, juntos de todos os portimonenses em detrimento de siglas partidárias, a defender a saúde em Portimão, no Barlavento e no Algarve”, assinala Carlos Gouveia Martins.

BE Algarve: “Tudo isto causa graves transtornos às utentes”

Também o Bloco de Esquerda/Algarve já lamentou o encerramento da maternidade do Hospital de Portimão, entre os dias 7 e  11 de junho, devido à falta de médicos pediatras que assegurassem os cuidados neonatais em presença física.

“Tudo isto causa graves transtornos às utentes, que têm de se 
deslocar dezenas, ou até mais de uma centena de quilómetros, por exemplo desde Aljezur ou Vila do Bispo, para Faro, o que é inadmissível e representa mais uma pedra no SNS no Algarve”, reclama o BE, frisando que “o principal responsável por toda esta grave e inusitada situação é o atual governo que ainda não realizou os investimentos necessários e a  colocação de médicos pediatras e outros técnicos de saúde no Centro  Hospitalar Universitário do Algarve – CHUA e, muito em particular, para prover às necessidades da maternidade do Hospital de Portimão”.

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