PSD/Algarve diz que pagamento na Via do Infante fará região recuar 25 anos

O PSD/Algarve sustentou hoje em comunicado que a introdução de portagens na Via do Infante e o regresso dos automobilistas à EN 125 significa um recuo de 25 anos no sistema de comunicações da região.

A introdução de portagens na Via do Infante, atualmente uma via Sem Custos para o Utilizador (SCUT), foi debatida segunda feira à noite durante uma reunião da Comissão Política Distrital Alargada em que participaram vários presidentes de câmaras do PSD e outros dirigentes.

Da reunião resultou uma lista de dez razões para discordar da introdução de portagens naquela via, cujo primeiro troço, entre a Guia (Albufeira) e Vila Real de Santo António, foi inaugurado em 1992.

A obra só ficou concluída com a atual extensão de 129 quilómetros em 2003, com a inauguração da ligação a Lagos.

Em comunicado, o PSD/Algarve diz não aceitar que os utentes passem a pagar portagens na Via Infante de Sagres uma vez que esta é a única estrada longitudinal do Algarve, de características interurbanas e que liga toda a região.

“Forçar, por força do agravamento dos custos, à utilização da ‘Rua 125’ provocará um congestionamento rodoviário e significará um recuo de 25 anos no sistema de comunicações da região”, refere a nota divulgada hoje pelo partido.

Para o PSD, a EN 125 “não é, nem será, uma alternativa” à Via do Infante, uma vez que esta última “é que foi construída como uma alternativa à EN 125”, tendo sido a nova via a aliviar o trânsito de uma via “claramente urbana”.

Por outro lado, dizem, as obras de requalificação da EN 125, que, sublinham, “ainda nem sequer arrancaram”, “não terão como efeito produzir uma alternativa” à via em termos de fluidez de tráfico.

“A Via Infante não reúne os requisitos técnicos para poder ser considerada uma autoestrada, quer ao nível do separador central, da largura das faixas laterais ou do pavimento perigoso em vários troços”, acrescentam.

Segundo o PSD, impor portagens na Via Infante tem um impacto “muito negativo” no setor do Turismo e pode mesmo implicar uma perda de competitividade face à vizinha Andaluzia onde não existem portagens.

“Na prática constituem mais um imposto que se abate sobre 5,5 milhões de pessoas que vêm ao Algarve e aqui circulam, e metade são estrangeiros. É o interesse nacional que está em causa”, conclui o PSD.

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