Rajoy apela a “esforço maior e urgente” da União Europeia

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Primeiro-ministro espanhol alerta para a necessidade da União Europeia dar passos firmes nos próximos meses rumo à união bancária e fiscal.

O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, defendeu ontem que a União Europeia deve usar todos os instrumentos ao seu alcance para evitar afundar-se mais, sendo essencial avançar na sua integração.

“É urgente reverter a estagnação da Europa. Devemos fazer todos os possíveis para isso, com todos os instrumentos que temos ao nosso alcance. Mas há que imprimir maior velocidade na união bancária. Se estivesse numa fase mais adiantada, certamente, não teria ocorrido a crise cipriota”, afirmou Mariano Rajoy no Congresso, citado pelo jornal “Expansion.”

Segundo o governante espanhol, é vital a união bancária europeia com vista a evitar casos como Chipre, sendo ainda urgente que o Banco Central Europeu (BCE) tome medidas que facilitem a liquidez na zona euro.

Mariano Rajoy defendeu também que os sacrifícios em países como Espanha devem contar com mais apoio dos outros estados membros e instituições europeias.

“Esperamos contar com o apoio do resto dos Estados-membros e das instituições europeias para que o esforço e os sacrifícios que estamos a fazer, não se façam à custa da coesão, que é um valor fundamental da União Europeia”, declarou.

“Repensar” a União Europeia

Rajoy reconheceu ainda que a última reunião do Conselho Europeu foi de certo modo uma “deceção”, porque se chegou mais uma vez à conclusão de que a União caminha a um ritmo demasiado lento, embora já tenha sobre a mesa uma estratégia para sair da recessão.

Para o primeiro-ministro espanhol é necessário “repensar” a União Europeia, lamentando a falta de “ritmo e intensidade” na altura de colocar em marcha acordos que se adotaram há muito tempo, como os planos de cerscimento e os programas de estímulo ao emprego jovem.

No final, Mariano Rajoy apelou à “responsabilidade e à coesão” da União Europeia, frisando que a prioridade deve ser impulsionar o emprego e reverter a situação de recessão em que se encontra a zona euro, através de novas reformas.

Liliana Coelho (Rede Expresso)

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