REFLEXÕES URBANAS

As cidades algarvias começaram a compreender melhor as suas frentes de mar

As cidades litorais algarvias começaram a compreender melhor o seu papel na faixa litoral porque são banhadas. O que devem pôr em prática para saírem da cepa torta. Neste aspecto creio que compreenderam o papel da frente de mar que sustentam. Tempos houve em que desprezaram esta situação geoestratégica, que a frente de mar não correspondia apenas a um entrecho local .As primeiras marinas, portos de recreio, nasceram décadas atrás no Barlavento (Lagos Portimão, Albufeira, Vilamoura), só agora despertando real interesse no Sotavento: Olhão, Vila Real de Santo António. Aos portos de recreio, às marinas juntam-se hoje a construção e reparação naval, a senda dos materiais, dos vernizes do design, dos adereços, da electrónica. Relação que seria bem vista entre a Universidade e os empreendedores, as autarquias. As cidades algarvias valorizam hoje as suas frentes de mar, vêm chegar barcos de cruzeiro do Norte da Europa, das Américas (o Mediterrâneo continua a ser uma sedução).

As cidades valorizam as suas frentes de mar, vêm nascer autênticos hotéis de barcos. Sucedem as áreas de acostagem, novas funções e serviços. As autarquias algarvias compreenderam os focos de desenvolvimento que as frentes de mar proporcionam. Trata-se efectivamente de uma onda de progresso assinalável. Creio que o ciclo da construção civil, meramente especulativo muitas vezes, deu azo a este progresso marítimo, cujos alicerces começaram a ser lançados.

Viegas Gomes

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