POLÍTICA

Rio antecipa “crise de ordem social encostada” à crise económica no Algarve

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O presidente do PSD, Rui Rio, antecipou ontem que o Algarve vai viver uma “crise de ordem social” associada à crise que está a afetar o setor turístico da região devido aos efeitos da pandemia de covid-19.

“Gostaria que fosse verdade que a crise, do ponto de vista económico, tivesse atingido o plano mais baixo agora. Não sei se é verdade. Mas muitas das empresas que estão em lay-off – e não é só aqui no Algarve -, é uma questão de tempo, não vão conseguir abrir, reabrir ou começar a trabalhar em força”, disse o dirigente social-democrata, em Faro.

Rui Rio, que falava à comunicação social após a visita uma empresa de horticultura, admitiu que “não vai ser direto e fácil pôr a economia outra vez a funcionar”.

“Aqui no Algarve ainda é pior e teremos, de certeza, uma crise de ordem social encostada a esta crise económica que estamos a viver”, acrescentou, sobre a região algarvia.

Para o líder do PSD, o Produto Interno Bruto (PIB) português “irá cair 10 por cento, à volta disso ou mais”, e no Algarve “irá cair de certeza bem mais do que 10%”.

“Se a época alta está ao nível da época baixa, ou um pouco melhor do que a época baixa este ano, sabemos que antes de março, abril ou maio , dificilmente esta economia ligada ao turismo recuperará”, afirmou Rui Rio.

O presidente do PSD sustentou que o Estado terá de estar preparado para, através da Segurança Social, dar apoio às instituições de solidariedade social e às autarquias na resposta à crise social.

“Aqui, no Algarve, infelizmente, será para piorar um bocadinho. Quando chegarmos ao fim do ano, penso que a situação, do ponto de vista social, ainda se irá degradar um pouco mais. O Estado, através da Segurança Social, tem de estar preparado para ajudar à intervenção que, no terreno, deve ser materializada pelas IPSS e pelas câmaras municipais”, sublinhou.

As pessoas afetadas pela crise, sustentou, “não têm culpa nenhuma do que lhes aconteceu, ninguém tem culpa nenhuma”, ao contrário do que aconteceu após a crise originada pela presença da troika em Portugal.

“Na crise da troika, foi diferente, houve responsabilidade, houve quem atirasse o país à falência, agora não. Agora ninguém tem responsabilidade e temos de ser todos solidários”, frisou.

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