Romance
CULTURA

Romance de Lídia Jorge converte-se em longa metragem

"O Vento Assobiando nas Gruas" é o romance que a realizadora, Jeanne Waltz, natural da Suíca e residente em Portugal há 30 anos, vai transpor para o cinema, numa longa metragem que inicia a sua rodagem, durante o próximo mês, na cidade de Tavira.


Rita Cabaço, Milton Lopes, Ana Zanatti e Beatriz Batarda são alguns dos atores que participam no filme de longa-metragem “O Vento Assobiando nas Gruas”, que começa a ser rodado em Tavira e arredores no final de abril, uma adaptação do romance
homónimo da escritora algarvia Lídia Jorge, revelou a realizadora da película, Jeanne Waltz.
“Depois de ler o romance já há alguns anos, interessou-me transformá-lo num filme. Entrei então em contacto com a Lídia Jorge, que gostou imediatamente da ideia duma adaptação daquele romance cuja protagonista, Milene, nunca tinha deixado de acompanhar”, disse ao JA a cineasta de nacionalidade suíça, que é autora da escrita de adaptação da obra.
Participam no filme Rita Cabaço e Milton Lopes nos papéis principais, assim como Ana Zanatti, Beatriz Batarda, Isabel Cardoso, João Lagarto, e muitos mais. Tem banda sonora de Dino d’Santiago.
“O Vento Assobiando nas Gruas” é uma coprodução entre Portugal – (CRIM Productions) e Suiça (Box Productions), com participação da RTP e da televisão suíça. Também tem apoio do EURIMAGES (fundo do Conselho da Europa de apoio ao cinema). A CRIM é composta por Isabel Machado e Joana Ferreira.
A rodagem do filme começa no fim de Abril, tem uma duração de oito semanas e a estreia está prevista para o ano de 2022, ainda sem mês definido.
A helvética Jeanne Waltz vive em Lisboa há mais de 30 anos e sempre trabalhou em cinema, primeiro em decoração, depois como argumentista, antes de passar à realização. “Nos últimos anos aprendi animação, o que me permite juntar duas
paixões, o desenho e o cinema”, disse ao JA. É escritora e diretora de filmes como Nada Meiga (2007), Daqui p’ra Alegria (2004) e O
Que Te Quero (1998).na
Ao JA, a escritora Lídia Jorge manifestou “confiança plena” na realizadora e sua equipa, embora frisando que não comenta o filme, em nome da liberdade criativa: “Sei que estão a trabalhar com o máximo cuidado, que encararam o meu livro com grande
estima e respeito e esta aposta de há tantos anos é uma aposta de coração”.
Segundo a escritora, o livro fala “de uma transição de um momento particular dos países mediterrânicos. A grande esperança que se entenda que é um filme sobre a alteração de cultura dos países do sul da Europa”. “O motivo pelo qual o livro está a ser relido e traduzido é o facto de falar da aculturação e do racismo. Isto quase 20 anos depois do livro ser publicado”, concluiu.

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