Rússia preocupada com ataque de Israel à Síria

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A Síria afirma que a aviação israelita bombardeou ontem um centro de investigação militar. A Rússia diz que vai tomar medidas urgentes.

A Rússia anunciou medidas urgentes para esclarecer as informações do exército sírio, segundo as quais jatos israelitas bombardearam ontem um centro de investigação militar sírio, pois, caso se confirme, Israel terá violado a carta das Nações Unidas.

“Se esta informação for confirmada, estamos a lidar com ataques não provocados a alvos situados dentro do território de um país soberano, o que é uma gritante violação da Carta das Nações Unidas e é inaceitável, independentemente dos motivos que o justifiquem”, afirmou o ministro russo dos Negócios Estrangeiros.

As informações do exército sírio, veiculadas pelos media do país, indicaram que duas pessoas morreram e cinco ficaram feridas no bombardeamento israelita sobre o centro de Jamraya, localizado entre a capital síria e a fronteira com o Líbano.

Tanto Israel como os Estados Unidos recusaram comentar o caso.

Equipamento antiaéreo para o Líbano

Fontes oficiais norte-americanas, que falaram sob anonimato ao “The New York Times”, indicaram contudo ter recebido informações por parte de Israel sobre o bombardeamento aéreo que ontem efetuaram em território sírio, que supostamente teve como alvo camiões que transportariam sofisticado equipamento antiaéreo do centro de investigação militar com destino ao Líbano onde seriam entregues à milícia xiita do Hezbollah.

O exército libanês informou de um sobrevoo particularmente intensivo do seu território, especificando que 16 aviões de combate israelitas tinham entrado no espaço aéreo libanês só no dia de terça-feira.

O exército israelita e a presidência e o Departamento de Estado dos EUA recusaram comentar estas informações.

O chefe dos serviços de informações israelitas, general Aviv Kochavi, está em Washington, onde se reuniu, entre outros, com o principal chefe militar.

Israel avisara anteriormente que tomaria medidas militares para impedir que armas químicas do regime sírio acabassem em poder do Hezbollah.

Alexandre Costa (Rede Expresso)
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