ECONOMIA

Ryanair adiciona 14 voos semanais do Reino Unido para Faro em setembro e outubro

A Ryanair vai reforçar as ligações semanais entre o Reino Unido e Portugal, de 11 de setembro a 24 de outubro, com mais 14 voos para Faro, anunciou hoje a companhia aérea low-cost.

A notícia surge depois da inclusão de Portugal na lista de destinos seguros para viajar do Reino Unido, face à pandemia de covid-19.

A Ryanair decidiu, assim, reforçar as ligações aéreas entre os dois países, “introduzindo 14 voos adicionais para Faro desde 12 aeroportos do Reino Unido”, informou a empresa, em comunicado.

A companhia aérea acrescenta que lançou uma promoção de lugares com tarifas a partir de apenas 19,99 euros por trajeto, em toda a rede Reino Unido-Portugal, para viajar em setembro e outubro de 2020.

“Desta forma, será ainda mais fácil para os nossos clientes no Reino Unido reservar a tão esperada escapadinha de verão em Portugal”, refere, na mesma nota, o diretor de Marketing & Digital da empresa, Dara Brady.

Portugal integra desde as 04:00 de dia 22 de agosto a lista dos países com “corredores de viagem” para Inglaterra, cujos passageiros ficam isentos de cumprir uma quarentena de duas semanas devido à pandemia de covid-19.

A medida foi tomada no dia 20 de agosto pelas autoridades britânicas, que a justificaram com os números apresentado por Portugal no controlo da pandemia no seu território.

Portugal juntou-se assim a um grupo reduzido de países que foram adicionados à lista de “corredores de viagem” com o Reino Unido desde meados de julho, que incluem a Estónia, Letónia, Eslováquia, Eslovénia, o arquipélago de São Vicente e Granadinas, Brunei e Malásia. 

O Reino Unido tinha introduzido a necessidade de auto-isolamento por 14 dias a todas as pessoas que cheguem do estrangeiro ao Reino Unido a 8 de junho para evitar a importação de infeções, mas um mês depois isentou cerca de 70 países e territórios, considerados de baixo risco. 

Portugal, tal como a Suécia e Estados Unidos da América, esteve sempre fora da lista britânica dos destinos seguros, decisão que o Governo português questionou por considerar não ser “baseada nos factos e nos números que são públicos”.

O Reino Unido é o principal mercado emissor de turistas para Portugal, tendo representado cerca de 20% do total em 2019.

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