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S. Brás de Alportel: Estratégia de defesa da floresta com balanço positivo

Finalizado o período crítico de risco de incêndios florestais, a Comissão Municipal de Defesa da Floresta de São Brás de Alportel reuniu, esta quarta-feira, no Salão Nobre do Município de São Brás de Alportel para fazer o balanço do Plano de Ação de Prevenção de incêndios florestais 2018.

Um balanço entendido por todos como positivo, em resultado de um esforço intenso na prevenção realizado pelo Município e pela parceria alargada que integra entidades locais, regionais e nacionais, assim como pelos proprietários de terrenos florestais e que permitiu que, ao longo de 2018, cerca de 32 ocorrências/ignições fossem rapidamente resolvidas no concelho.

No decurso da reunião foi referida a importância de algumas ações realizadas, nomeadamente as limpezas executadas em muitos terrenos, um trabalho partilhado pelo município e por muitos particulares, que teve um impacto determinante na forma como as ignições puderam ser rapidamente resolvidas.

O Plano de Ação Prevenção de Incêndios florestais de 2018 para o concelho de São Brás de Alportel contempla 30 medidas, entre as quais se destaca a limpeza de bermas; a limpeza e manutenção da Rede Viária Florestal; e a realização da Rede Primária de Faixas de Combustível e a realização de Redes Secundárias de Faixas de Interrupção de Combustível, trabalhos de concretização exigente. As ações de fiscalização sobre a limpeza em redor de habitações, o pré-posicionamento de um veículo e da respetiva equipa de bombeiros para combate a incêndios no coração da Serra do Caldeirão, a vigilância na Torre de Vigia da Menta, o patrulhamento do território pelas equipas SEPNA e GIPS da GNR, assim como o patrulhamento realizado pelo Exército Português e ainda a implementação do programa “Aldeia Segura, Pessoas Seguras”, são outras medidas concretizadas que complementaram este plano de ação.

Importa ainda destacar que o Município de São Brás de Alportel tem em curso a obra de construção de um ponto de água na zona sul do concelho, no sítio de Hortas e Moinhos, para abastecimento a helicópteros de combate a incêndios.

“Os bons resultados deste plano são também, em boa parte, fruto do trabalho de proximidade, realizado entre as várias equipas, que trabalharam no terreno, com o envolvimento da população, no sentido da prevenção e proteção de bens e habitações. A recém-criada Equipa de Sapadores Florestais de São Brás de Alportel, constituída em março, com um vasto trabalho concretizados nestes meses, foi um importante contributo na concretização deste plano”, frisa a autarquia.

A reunião contou com a presença das diversas entidades locais e regionais parcerias da autarquia, que integram a Comissão Municipal de Defesa da Floresta de São Brás de Alportel, como é o caso da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de São Brás de Alportel, a Associação de Produtores Florestais da Serra do Caldeirão, os grupos de intervenção GIPS e SPENA da GNR, a GNR de São Brás de Alportel, a Junta de Freguesia de São Brás de Alportel, a EDP, o Instituto da Mobilidade e dos Transportes e o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas. Entidades que partilharam este balanço positivo, dando igualmente conta das dificuldades sentidas no terreno. Uma análise que vai ter impacto no planeamento das intervenções preventivas de incêndios florestais a realizar em 2019.

O presidente da câmara municipal, Vitor Guerreiro, enalteceu “a boa colaboração entre as diversas entidades” e aproveitou a oportunidade para referir que entende como “principal constrangimento à defesa da floresta, a legislação e as políticas de ordenamento do território, que sendo demasiadamente restritivas, com excessivos constrangimentos à intervenção nas zonas rurais, condenam os territórios à desertificação humana. E sem pessoas, não se podem defender as florestas. É premente dar mais autonomia aos município, ao nível do ordenamento do território”.

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