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Salário mínimo sobe 20 euros em outubro, TSU baixa 0,75 pontos

O salário mínimo nacional, atualmente nos 485 euros, não é atualizado desde a entrada da troika no nosso país
O salário mínimo nacional, atualmente nos 485 euros, não é atualizado desde a entrada da troika no nosso país

O Governo e os parceiros sociais, com a exceção da CGTP, chegaram esta quarta-feira a um acordo para o aumento imediato do salário mínimo nacional para os 505 euros mensais, já a partir de outubro.

Segundo fonte governamental disse ao Expresso, o acordo entre as duas partes – que envolve o Governo de um lado e a Confederação Empresarial de Portugal – CIP, Confederação dos Agricultores de Portugal, Confederação do Turismo Português, Confederação do Comércio e Serviços de Portugal e UGT do outro – foi assinado esta quarta-feira. Mota Soares, que negociou o acordo, esteve presente, tal como o primeiro-ministro.

Nas últimas duas semanas multiplicaram-se os contactos entre parceiros sociais para alcançar um consenso. A Confederação do Comércio foi a mais resistente a um aumento do salário mínimo já este ano.

A solução foi encontrada recentemente, com a contraproposta do Governo de uma baixa da TSU para os empregadores que atualmente tenham trabalhadores a receber o salário mínimo. A baixa será de 0,75 pontos percentuais e compensa as eventuais perdas das empresas que já assinaram contratos anuais de prestação de serviços, cuja margem de lucro baixaria caso o ordenado mínimo aumentasse a partir de outubro.

O salário mínimo nacional, atualmente nos 485 euros, não é atualizado desde a entrada da troika no nosso país.

Desde o início do ano que o Governo mostrou abertura para a negociação de um acordo visando o aumento do salário mínimo, mas as negociações foram-se arrastando.

No início do mês, o semanário Expresso noticiou em primeira mão que o acordo deveria surgir ainda em setembro e vigorar a partir de outubro.

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