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ECONOMIA

Salários no Algarve são 13% menores do que no todo nacional, diz CGTP

O valor médio dos salários no Algarve está entre 12 e 13 por cento abaixo da média nacional e a pobreza avassala a classe trabalhadora da região, denunciou esta semana o coordenador da União dos Sindicatos do Algarve (USAL), António Goulart, repetindo o diagnóstico que fez perante centenas de manifestantes, em Faro, durante as comemorações do 1º de maio.

A data foi celebrada com uma marcha de centenas de pessoas pelas ruas da cidade, que começou no Largo do Mercado e terminou no relvado fronteiro ao Teatro Municipal de Faro, onde decorreram vários discursos, o último dos quais António Goulart.

O desemprego que se verifica na região foi uma das principais tónicas dos discursos, perante uma plateia repleta, mas em que se salvaguardaram as devidas distâncias de segurança entre participantes, devido à pandemia.

“O crescimento do desemprego na região foi uma das grandes preocupações no decorrer do último ano”, frisou o coordenador da USAL, precisando que no final de março de 2020, no início da crise pandémica, o número de desempregados era de 21.636 e no final de março último era de 33.413, o que representa um aumento de 54,6% em apenas um ano.

“Isto numa situação em que, em fins de março de 2020, já se contabilizava uma explosão do número de desempregados de 41,4% em um ano, desde março de 2019”, enfatizou Goulart ao JA.

Recordando que o Algarve tem, de longe, os piores números do País quanto a desemprego, Goulart sublinhou que a pobreza tem crescido na região, entre desempregados e trabalhadores, no último caso devido aos baixos salários que se verificam nos vários setores de atividade, nomeadamente na hotelaria e turismo, os principais vetores económicos da região.

De resto, nas comemorações do Dia do Trabalhador, o coordenador da CGTP-Intersindical Nacional reiterou a necessidade de diversificar a atividade económica algarvia, de forma a contrariar a “monocultura do Turismo” e as crises que se verificam no seguimento de crises sociais e económicas como a que se vive atualmente.

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